Manuela's profileSala de Estar PhotosBlogLists Tools Help

Blog


    October 26

    Quem testa os medicamentos em Portugal ?

     

    Foram registados em Portugal, nos últimos cinco anos, 674  ensaios clínicos ,com medicamentos para uso humano, ou seja, a experimentação de fármacos para testar a sua eficácia e a sua segurança, em seres humanos.

    ensaio

    Se nesse período, a autoridade portuguesa do medicamento analisou outros tantos acontecimentos adversos graves, pode deduzir-se que por cada ensaio, pode ter acontecido uma morte, uma incapacidade ou o prolongamento de um internamento?

    O presidente do Infarmed assegura que não.

    O exemplo mais clássico dado pelos especialistas em farmacovigilância é o do indivíduo que participa num ensaio clínico e morre num acidente de viação, enuncia em declarações à agência Lusa António Faria Vaz, vice-presidente da Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC), o órgão cujo parecer é obrigatório para a realização de ensaios clínicos.

    Haverá uma relação directa entre o fármaco em estudo e esse episódio?

    Se o número de acontecimentos deste tipo for elevado e envolver um conjunto significativo de participantes no estudo, poderíamos chegar à conclusão de que o composto produz efeitos (afectação da capacidade de condução, por exemplo).

    “Mas quem diz um acidente, diz um internamento ou uma morte por uma causa não atribuída ao medicamento”, alerta o Presidente da Infarmed, Vasco Maria.

     É por isso mesmo que se registam, se analisam e tomam decisões, como a de suspender os ensaios ou de inserir recomendações quanto ao uso do fármaco.

    Será que seria legítimo que os voluntários, que arriscam a vida nos indispensáveis testes de medicamentos,
    recebessem, por isso, um pagamento ?

    O Presidente da Associação de Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica, Luís Laranjeira, considera que um cidadão saudável pode ser pago por participar num ensaio.

    “Os voluntários perdem horas de trabalho para os exames sistemáticos a que têm que ser submetidos e submetem-se a testes que causam desconforto, algum sofrimento e riscos”, argumenta Luís Laranjeira em declarações ao jornal Diário de Notícias.

     Trata-se de moléculas que, apesar de testadas em animais, “não sabemos o que vão provocar em seres humanos, até podem acarretar a morte, mas têm que ser testadas pois, caso contrário, nunca poderiam ser aplicadas. Estas pessoas correm riscos - de insuficiência renal ou hepática, enfartes do miocárdio… - e devem ter direito a uma compensação além dos seguros obrigatórios”, afiança ainda Luís Laranjeiro.

    Já o vice-presidente da Comissão de Ética para a Investigação Clínica, António Faria Vaz, em declarações à agência Lusa, rejeita a hipótese, considerando-a eticamente inaceitável.

    “A remuneração não é aceitável. O ensaio deve ser orientado pela bondade altruística de contribuir para o bem comum. Deve-se compensar a perda de salários ou custos com transportes e outros, mas ir além disto não é aceitável”, contraria Faria Vaz, receando “pressões e enviesamentos dos ensaios”, com a tentação de “profissionalização” de participantes desfavorecidos e a “distorção dos dados científicos”.

     O vice-presidente da Ética para a Investigação Clínica dá o exemplo de variados relatos de situações de pobres dos arredores de Londres que participavam em ensaios simultâneos a troco de dinheiro. Além de se exporem a compostos diferentes, com agravamento dos riscos, fizeram distorcer os resultados.

    Fonte: Agência Lusa, Público, Diário de Notícias

    October 09

    Nobel da Química dividido por três, na descoberta do GFP

     

    O  japonês Osamu Shimomura e os norte-americanos Martin Chalfie e Roger Tsien receberam o Prémio Nobel da Química pela descoberta e desenvolvimento da Proteína Fluorescente Verde (GFP)

    gfp_neuronio

    “Centenas de milhares de diferentes proteínas residem num organismo vivo, controlando importantes processos químicos minuciosos. Se algum destes processos proteicos deixar de funcionar, os organismos adoecem. É por isso que tem sido imperativo para a biociência identificar o papel das diferentes proteínas do corpo.

     
    Usando a tecnologia de DNA, os investigadores podem agora ligar o GFP a outras interessantes proteínas, que de outra maneira seriam invisíveis. Este marcador brilhante permite-lhes observar movimentos e interacções com as proteínas "alvejadas" no processo.
     
    "Esta proteína transformou-se num dos mais importantes instrumentos utilizados pela bioquímica moderna", afirmou o júri escolheu o trabalho premiado -  "Com a ajuda da GFP, os cientistas desenvolveram meios para observar processos que antes eram invisíveis, como o desenvolvimento das células nervosas no cérebro e o desenvolvimento das células cancerígenas", acrescentou o Comité.
     

    Veneza: Modernidade e controvérsia na inauguração da nova ponte sobre o Grand Canal

     
    pont_de_la_constitution_veneza_calatrava
     
    Baptizada como "Ponte della Constituzione"
    foi criada pelo arquitecto espanhol, em voga, Santiago Calatrava.
    Esta é a 40ª ponte sobre o Grand Canal e, liga a Piazzalle Roma, directamente à estação de Comboios.
     
    Os venezianos dividem-se quanto ao estilo mas, apenas, puderam constatar o facto, já consumado,
    uma vez que a ponte esteve a ser construída em segredo e, em segredo, foi inaugurada no dia 11 de Setembro...
    ITs DONE!