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    April 26

    Mulher que recuperou visão rezando uma novena ao ainda Beato Nuno de Santa Maria,, carrega hoje, no Vaticano, relíquias do Santo

    Guilhermina de Jesus, comovida, sobe neste domingo, a agradecer o milagre da vista recuperada, ao altar que canonizará D. Nuno Álvares Pereira, no Vaticano

    A imagem do Beato Nuno surge numa fotografia de conjunto na Praça de S. Pedro. Não se imagina ali a grandeza do Homem que devolveu Portugal aos portugueses em 1385. E no meio dos outros quatro italianos, é também canonizado hoje. Passará a ser conhecido/reconhecido por toda a igreja, como S. Nuno de Santa Maria. Guilhermina estará lá. Estará lá, no altar, a carregar uma das relíquias do beato que foi militar, que foi rico e se quis pobre, que foi Condestável e desejou não o ser mais. É graças à confirmação de que Guilhermina cegara com salpicos de óleo a ferver e voltara a ver a luz invocando Nuno de Santa Maria que esta canonização avançou, depois de ter sido analisada no Vaticano por 5 médicos e vários outros religiosos. 

    Guilhermina há-de levar, hoje, uma relíquia daquele que, quando viveu, foi "o homem mais rico de Portugal". Ao lado dela, o presidente da Fundação da Batalha de Aljubarrota. 

    "Por amor de Deus fez-se pobre, inteiramente pobre"

    Despojou-se, viveu e morreu no Convento do Carmo, que ele mesmo mandara construir.

    Do que o rei lhe mandava para sustento, "distribuía tudo o que podia pelos pobres, socorrendo e assistindo na agonia os moribundos". "Só por ordem do rei é que deixou de andar pelas ruas a pedir esmola para os pobres".

    A cerimónia - que deverá ser presenciada por várias centenas de portugueses, alguns em representações oficiais -  o chefe da Casa Militar do Presidente da República, o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, o patriarca de Lisboa, o presidente da Conferência Episcopal, o superior maior da Ordem do Carmo e o duque de Bragança - cuja dinastia descende de Nuno Álvares Pereira - serão algumas das testemunhas da canonização.

     

    April 14

    Pedra Filosofal

     
     

    A Pedra Filosofal (ou Medicina Universal) era o principal objectivo dos alquimistas. Segundo a lenda, era um objecto que poderia aproximar o homem de Deus. Com ela o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também obter o Elixir da Longa Vida que permitiria prolongar a vida indefinidamente. O trabalho relacionado com a pedra filosofal era chamado pelos alquimistas de "A Grande Obra" (ou "Opus Magna", em latim). A lenda da pedra filosofal não existe na alquimia chinesa.

    A pedra filosofal poderia não só efectuar a transmutação, mas também elaborar o Elixir da Longa Vida, uma panacéia universal, que prolongaria a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina. Vários alquimistas são considerados precursores da moderna medicina, e dentre eles destaca-se Paracelso.

    A busca por esta pedra filosofal é, em certo sentido, semelhante à busca pelo Santo Graal das lendas arturianasNo seu romance Parsifal, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos céus por seres celestiais e teria poderes inimagináveis.

    Ao longo da história a criação da pedra filosofal foi atribuída a várias personalidades, como Paracelsus e Fulcanelli, porém é inegável que a lenda mais famosa refere-se a Nicolas Flamel, um alquimista real que viveu no século XIV. Segundo o mito, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, porém, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguia entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu numa estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal. Por meio deste livro, conseguiu fabricar a pedra: segundo a lenda, esta seria a razão da riqueza de Flamel, que inclusivè fez várias obras de caridade, adornando-as com símbolos alquímicos. Ao falecer, a casa de Flamel foi saqueada por caçadores de tesouros ávidos por encontrar a pedra filosofal. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e a esposa, não morreram, e que nas suas tumbas foram encontradas apenas roupas no lugar dos seus corpos.

    Bezoar

    Museu da Farmácia

    "

    Eles não sabem que o sonho
    é uma constante da vida
    tão concreta e definida
    como outra coisa qualquer,
    como esta pedra cinzenta
    em que me sento e descanso,
    como este ribeiro manso,
    em serenos sobressaltos
    como estes pinheiros altos


    que em verde e ouro se agitam
    como estas aves que gritam
    em bebedeiras de azul.

    Eles não sabem que o sonho
    é vinho, é espuma. é fermento,
    bichinho alacre e sedento.
    de focinho pontiagudo,
    que fossa através de tudo
    num perpétuo movimento.

    Eles não sabem que o sonho
    é tela, é cor, é pincel,
    base, fuste, capitel.
    arco em ogiva, vitral,
    pináculo de catedral,
    contraponto, sinfonia,
    máscara grega, magia,
    que é retorta de alquimista,
    mapa do mundo distante,
    rosa dos ventos, Infante,
    caravela quinhentista,
    que é Cabo da Boa Esperança,
    ouro, canela, marfim,
    florete de espadachim,
    bastidor, passo de dança.,
    Colombina e Arlequim,
    passarola voadora,
    para-raios, locomotiva,
    barco de proa festiva,
    alto-forno, geradora,
    cisão do átomo, radar,
    ultra som televisão
    desembarque em foguetão
    na superfície lunar.

    Eles não sabem, nem sonham,
    que o sonho comanda a vida.
    Que sempre que um homem sonha
    o mundo pula e avança
    como bola colorida
    entre a mãos de uma criança.


    "

    (António Gedeão)

    Nick Vujicic

     
     

    O Misterioso Conde de Saint-Germain (parte 4)

     
    Thiébault acreditava que Cagliostro havia sido seu discípulo e iniciado pelo próprio Saint-Germain. Cagliostro permaneceu sempre fiel ao seu mestre, mesmo sendo atacado amiúde por homens e mulheres astutos e maliciosos. Mas, diz Thiébault:"Na história do Monsieur de Saint-Germain temos a história de um homem sábio e prudente que jamais atentou voluntariamente contra o código de honra, ou fez algo que pudesse ofender o nosso senso de probidade. Temos maravilhas sem fim, mas nunca algo mesquinho ou escandaloso".Em torno de 1770 Saint-Germain viajou para Veneza, onde instalou uma fábrica que empregava centenas de operários trabalhando no tingimento e processamento do linho para que tomasse a aparência de seda italiana. Ele acompanhou a Túnis o Conde von Lamberg, Camareiro do Imperador José II. No mesmo ano o Conde Alexis Orloff acolheu-o calorosamente em Leghorn, onde ele apareceu de uniforme russo e usou o nome de Conde Saltikoff. Nesta época ele também foi visto em Paris por ocasião da desgraça de Choiseul. Heer van Sypesteyn escreveu:"Todas as suas habilidades, especialmente a sua extraordinária bondade, sim, mesmo magnanimidade, que formavam as suas características essenciais, o tornaram tão respeitado e amado que quando, em 1770, depois da queda do Duque de Choiseul, seu arqui-inimigo, ele apareceu em Paris novamente, foi só com grandes expressões de tristeza que os parisienses deixaram que ele partisse".Por ocasião da morte de Luís XV em 1774 - que havia pronunciado as ominosas palavras "depois de mim, o dilúvio" - Saint-Germain foi para Haia pela última vez e logo seguiu para Schwalbach. Foi visto por Björnstahl em Hanau, com o Lorde Cavendish. Nos dois anos seguintes visitou Triesdorf, Leipzig e Dresden. Em 1779 foi para Hamburgo. Lá foi hóspede ilustre do Príncipe Karl von Hesse, e juntos eles empreenderam alguns experimentos secretos, todos dedicados ao bem da humanidade.A última fase da carreira pública do Conde é relatada com mais detalhes nos 'Souvenirs de Marie-Antoinette', da Condessa d'Adhémar. O livro é apócrifo, e inclui cenas que ela não poderia ter testemunhado pessoalmente, mas documentos a respeito de Saint-Germain foram cuidadosamente preservados pelos descendentes da Condessa e parece provável que a maior parte dos casos relatados no livro sejam baseados nas suas recordações. A Condessa diz que Saint-Germain visitou-a várias vezes e persuadiu-a a usar a sua influência sobre a nova Rainha, Maria Antonieta. Em várias ocasiões Saint-Germain detalhou o destino da monarquia francesa: uma conspiração estava em andamento - embora não houvesse um líder único - para subverter toda a ordem social. Uma vez que ela havia surgido por causa das necessidades legítimas das massas, não poderia ser ignorada, mas a menos que Luís XVI tomasse a iniciativa da reforma, outros, especialmente os Enciclopedistas ávidos de poder, usariam o nome do povo em proveito dos seus fins complexos, confusos e ignóbeis. Além de certo ponto nada mais poderia ser feito, de modo que o Rei devia agir rapidamente. Infelizmente, Maurepas, de quem o Rei dependia, era ao mesmo tempo um tolo e um inimigo de Saint-Germain. O Rei devia ter a coragem de livrar-se dele.A triste história da Condessa d'Adhemar é bem conhecida: os esforços do Conde suscitaram a atenção de Luís e de Maria Antonieta, que admitiram mesmo que o Conde enviara a ela cartas anónimas que haviam advertido e protegido numerosas vezes. Mas os seus conselhos não conseguiram livrar o Rei da intolerável influência de Maurepas. Saint-Germain previu o resultado final - revolução e república, um império temporário e uma legião de governos controlados por homens ambiciosos e indignos. Diz-se que ele apareceu na decapitação de Maria Antonieta, e novamente em 1804, 1813 e 1820. Excepto por estas breves aparições, ele escreveu à Condessa pela última vez em 1789: "Tudo está perdido, Condessa! Este é o último sol que brilhará sobre a monarquia; amanhã ela já não existirá, o caos prevalecerá, a anarquia sem paralelo... agora é tarde demais".Em 1784 o Conde retirou-se para o castelo do Príncipe Karl e, de acordo com o registro paroquial de Eckernförde, morreu depois de uma doença a 27 de Fevereiro. Ninguém viu o corpo, e Saint-Germain esteve presente na Grande Convenção Maçónica de Paris em 1785. Com ele estavam Saint-Martin, Mesmer e Cagliostro. Estes quatro também estiveram presentes na Convenção de Wilhelmsbad em 1782. Tendo-se encerrado a vida pública de Saint-Germain, ele continuou a visitar por muitos anos alguns poucos que estavam profundamente envolvidos na obra Maçónica. Franz Gräffer relatou que Saint-Germain lhe disse: "No fim deste século devo desaparecer da Europa, e recolher-me à região dos Himalaias. Eu preciso descansar, eu devo descansar. Dentro de exactamente oitenta e cinco anos as pessoas me verão novamente. Ele consultou o Conde Chalons em 1788 e aconselhou o Barão von Steuben para juntar-se a Lafayette na América. Finalmente, o Mahatma K.H. declarou que foi "na casa do seu fiel amigo e patrono, o benevolente Príncipe alemão, em cuja presença ele fez a sua última partida - para O LAR".Além de ser chamado de Templário por Cadet de Gassicourt, Deschamps asseverou que Saint-Germain havia pessoalmente iniciado Cagliostro na Ordem. Gräffer relatou que em 1776 Saint-Germain explicou os princípios do magnetismo a Mesmer, que já havia começado ele mesmo a descobrí-los. Depois da sua conversa, Mesmer desistiu do uso dos magnetos e dedicou-se inteiramente ao magnetismo animal. Mais de um escritor da época suspeitou de que a mão directriz de Saint-Germain estava em um número de sociedades Maçónicas e espirituais secretas, cujos líderes eram desconhecidos. Além dos Fratres Lucis e dos Cavaleiros do Templo, o seu nome foi associado com os Irmãos da Ásia, com a Ordem da Observância Estricta, que ajudaram a fundar, e com grupos Rosacruzes.
    Embora Saint-Germain supostamente tenha escrito diversas obras, apenas um breve tratado sobrevive.
    É o famoso "A Santíssima Trinosofia", ocasionalmente atribuído a Cagliostro porque a cópia sobrevivente foi encontrada entre os seus pertences pessoais quando este foi preso em Roma pala Inquisição.
    A tradição afirma que Cagliostro o recebeu quando foi iniciado nos Templários por Saint-Germain. A conclusão contém diversas páginas de misteriosas figuras hieroglíficas e desenhos. As doze secções anteriores são um texto alegórico sobre a iniciação, escrito por um prisioneiro da Inquisição para o seu amigo Filócato, na véspera da sua entrada no "santuário das ciências sublimes", que está aberto a todos e que podem ver e voar em direcção ao Trono do Eterno."Duas pedras bloqueadoras igualmente perigosas constantemente se apresentarão a ti. Uma delas é o ultraje dos sagrados direitos de cada indivíduo. É o mau uso do poder que Deus terá confiado a ti; a outra, que trará a ruína sobre ti, é a indiscrição... Ambas nascem da mesma mãe, ambas devem a sua existência ao orgulho. A fragilidade humana alimenta-as; elas são cegas - a sua mãe as conduz".Ordenam ao protagonista seguir à noite para um altar de ferro num monte perto do Vesúvio e proferir uma invocação. Ao fazê-lo, ele é envolvido em fina fumaça, e a cena dissolve-se, e ele é levado para uma alegoria na qual penetra o segredo dos quatro elementos e o mistério do espírito. Aceitando que o relato tem uma precisão simbólica, o texto assume a feição de um relato detalhado do triunfo da natureza eterna sobre as aparências internas e externas, através da obediência, coragem, constância, consciência e desejo de aprender no Palácio da Sabedoria. Depois de muitas provas terem sido ultrapassadas, o protagonista conclui:"Percebo com espanto que entrei novamente na Sala dos Tronos (a primeira em que me encontrei ao entrar no Palácio da Sabedoria). O altar triangular ainda estava no centro da sala, mas a ave, o altar e a tocha estavam unidos e formavam um único corpo. Perto deles havia um sol dourado. A espada que eu trouxera da sala do fogo estava a poucos passos distante, no assento de um dos tronos: eu tomei a espada e golpeei o sol, reduzindo-o a pó. Então toquei nele e cada molécula sua se tornou um sol dourado como aquele que eu despedaçara. Naquele instante uma voz alta e melodiosa exclamou 'A obra está perfeita!'. Ouvindo isso, os filhos da luz acorreram a mim, as portas da imortalidade abriram-se-me, e a nuvem que vela os olhos dos mortais dissipou-se. Eu VI e os espíritos que presidem sobre os elementos reconheceram-me como seu mestre".A vida de Saint-Germain demonstrou a alegoria espiritual da qual ele escreveu. Ela foi majestosa e maravilhosa demais para qualquer mente compreender, excepto as mais imaginativas e intuitivas. Marie-Raymonde Delarme, no seu recente livro 'Le comte de Saint-Germain', conclui que "Na história do século XVIII o Conde de Saint-Germain deixou a imagem de um espírito universal, dotado de rara intuição, capaz de levar à perfeição - na sua própria odisséia espiritual - as múltiplas possibilidades das quais o tempo anunciou a promessa". Helena Blavatsky resumiu o seu carácter e obra com objectividade: "O Conde de Saint-Germain foi com certeza o maior Adepto Oriental que a Europa viu ao longo dos últimos séculos".

     

    Autor: Elton Hall
    Fonte:
    LOJA TEOSÓFICA VIRTUAL

    (Viu? Onde está ele agora? Não o conseguimos identificar? Quem sabe não passou perto de nós?)

    O Misterioso Conde de Saint-Germain (parte 3)

     Quando uma vez mostrou o retrato da sua mãe à Condessa de Genlis em 1723, ela notou o traje desconhecido usado na pintura. "A que período pertence esta roupa?", perguntou ela, mas não recebeu resposta.'O Homem-Prodígio', o 'homem milagroso', fascinou toda a Europa cortesã. De todos os cantos vinham relatos de alguma visão estranha, alguma experiência peculiar, de uma história maravilhosa ou alguma actividade misteriosa. A maior parte deles é fragmentária e inclui histórias inventadas, pois se tornara sinal de distinção e prestígio ter algum encontro com Saint-Germain. Ele não tentava encorajar ou suprimir nenhuma história particular, pois elas ocultavam mais completamente o seu trabalho verdadeiro dos olhos curiosos e bisbilhoteiros. Ao passo que um número de pessoas notáveis de menor escalão tenha registrado incidentes na sua vida, aqueles que mantinham posições críticas no poder e influência e que freqüentemente o tinham como confidente não escreveram histórias detalhadas dos eventos em andamento.Em 1723 Saint-Germain estava na França e tinha relações estreitas com Madame de Pompadour, a quem ela havia dado uma caixa de ágata que, quando levada para perto de um fogo, revelava uma pintura de uma pastora com o seu rebanho. Um grupo de nobres austríacos e húngaros eram amigos seus, incluindo o Príncipe Kaunitz e o Príncipe Ferdinand von Lobkovitz. De 1737 a 1742 Saint-Germain viveu na corte do Xá da Pérsia, onde mergulhou nos estudos alquímicos. Foi lá, disse ele, que começou a entender os segredos da natureza. Voltou a Versalhes e passava muitas horas com Luís XV. De acordo com Horace Walpole, Saint-Germain, que "canta e toca violino maravilhosamente", foi à Inglaterra e foi implicado na Revolução Jacobina em 1745. Um inimigo introduziu uma carta, alegadamente escrita pelo Pretendente, no bolso de Saint-Germain e então prenderam-no. Ele imediatamente explicou-se, foi inocentado, e jantou na mesma noite com William Stanhope, Conde de Harrrington e Secretário do Tesouro. No mesmo ano foi a Viena, onde foi calorosamente recebido por Lobkovitz, primeiro ministro do Imperador Francisco I. Durante este período ele também visitou Frederico o Grande em Sans-Souci, e lá teve várias conversas com Voltaire. Embora um céptico empedernido, Voltaire sentiu-se movido a escrever que "o conde de Saint-Germain é um homem que jamais nasceu, e jamais morrerá, e que sabe tudo".Saint-Germain viajou à Índia com o General Clive. Mais tarde escreveu: "Devo os meus conhecimentos de fabrico de jóias à minha segunda viagem à Índia, no ano de 1755". A partir do seu próprio relato, ele esteve também na África e na China, mas não precisou em que datas. Quando voltou à França em 1757, causou profundo impacto no Marechal, o Conde de Belle-Isle, que haveria de se tornar Secretário de Estado com o Duque de Choiseul no reinado de Luís XVI. Nesta altura o Rei deu a Saint-Germain um apartamento no castelo real de Chambord, e formou-se um grupo de estudantes ao seu redor. Entre eles estava o Barão von Gleichen, o Marquês d'Urfré e a Princesa de Anhalt-Zerbst, mãe de Catarina II da Rússia. Algumas lendas fantásticas sobre o Conde espalharam-se em toda a Paris porque um inglês de nome Lorde Gower se divertia imitando Saint-Germain e fazendo com que a sua imitação falasse e fizesse coisas tolas. Saint-Germain tinha de suportar a fofoca que surgia nos salões da época e fê-lo sem queixas - "os cães ladram e a caravana passa". Luís XV enviou Saint-Germain em missão secreta e extraordinária a Haia, para descobrir se os ingleses aceitariam uma paz que era aceitável para a França. Saint-Germain chegou com cartas de Belle-Isle e rapidamente descobriu que o Duque de Choiseul estava a trabalhar contra a paz, e que o Conde d'Affry, embaixador francês oficial, era seu aliado. O Conde avisou Madame de Pompadour, explorou os sentimentos de vários diplomatas e convenceu Jorge III de que ele estava a agir em nome do Rei da França. Choiseul soube que Saint-Germain descobrira as suas tramas e ordenou que o prendessem. Saint-Germain insistiu que não tinha nada a temer de Choiseul, não obstante, escapou rapidamente pela Frísia Oriental em direcção à Inglaterra, onde foi recebido na corte. Quando o Conde de la Watú descobriu a partida súbita, escreveu para Saint-Germain:"Se um raio me atingisse eu não teria ficado mais confuso do que quando descobri que houvestes partido de Haia... Sei bem, Monsieur, que sois o maior senhor em toda a Terra; só lamento que pessoas vis ousem dar-vos aborrecimentos, e diz-se que ouro e intrigas estão sendo empregados em oposição aos vossos esforços pela paz... Se decidis que posso ser de valia para vós, contai com minha fidelidade; não tenho senão o meu braço e o meu sangue, mas ponho tudo isso a vosso serviço".Quando os seus esforços pela paz pareceram falhar, ele voltou a Paris em Maio de 1761. Quando o Marquês d'Urfé informou Choiseul da presença do Conde, ele respondeu: "Não me surpreende, pois ele passou a noite nos meus aposentos". Desta discussão surgiu o Pacto de Família, que por fim foi sucedido pelo Tratado de Paris, que deu fim às guerras coloniais.
    A seguir Saint-Germain é encontrado em São Petersburgo. O Conde Gregor Orloff escreveu ao Margrave de Brandenburg-Anspach que o Conde "teve grande papel na sua revolução" e ajudou a estabelecer Catarina II no trono. Por volta de 1763, contudo, Saint-Germain estava em Bruxelas. O Conde Karl Cobenzl escreveu para o Primeiro Ministro, Príncipe Kaunitz, que ele havia visitado o Conde."Possuindo grande fortuna, ele vive na maior simplicidade; ele sabe tudo, e demonstra uma rectidão, e uma bondade de alma, dignas de admiração". Cobenzl descreveu uma transmutação do ferro, vários processos de tintura "e o mais perfeito curtume", a eliminação do cheiro dos óleos de pintura e a produção de cores brilhantes. Ele então delineou um plano de manufactura sem custos destes ítens, pelos quais o Conde recusou recompensa excepto uma fracção dos lucros. Nesta época Casanova encontrou Saint-Germain em Tournay e foi informado da fábrica de Cobenzl. Em algum momento entre 1763 e 1769 Saint-Germain passou um período de um ano em Berlim. Dieudonné Thiébault lembrou nas suas memórias que Saint-Germain "era claramente de berço nobre, e transitava na boa sociedade". Quando Madame de Troussel e o Abade Perteny, "que não tardou em reconhecer nele as características que constituem um adepto", mencionou a Pedra Filosofal, Saint-Germain ridicularizou os esforços ilógicos da maioria dos alquimistas. "Eles não usam agente nenhum excepto o fogo", disse o Conde, conforme relatos, "esquecendo que o fogo divide e decompõe, e que conseqüentemente é mera tolice depender dele para a criação de um composto novo".

    O Misterioso Conde de Saint-Germain (parte 2)

     
    As suas origens são igualmente desconhecidas.
    Dizia-se variadamente que ele era um descendente de Carlos II de Espanha, um judeu da Alsácia, o filho de um rei de Portugal, ou o Príncipe Rakócxy da Transilvânia. o Príncipe Karl von Hesse-Cassel, um amigo do Conde, acreditava, mas não afirmando certezas, que a última identidade era a correcta. Saint-Germain ocasionalmente usava o título de Conde Tzarogy, e o Príncipe Karl havia ouvido que quando o irmão e a irmã do Conde receberam do Imperador Carlos VII os títulos e nomes de Saint Karl e Saint Elisabeth, ele mesmo adoptou o nome de Sanctus Germano, "o irmão santo". Mas Saint-Germain comprou do Papa o condado de San Germano e o seu título. Uma vez ele mesmo disse que havia vivido por um tempo na Caldéia, mas não está claro se ele estava a referir-se a uma vida anterior. Uma especulação recente de Jacques Sadoul sugere uma conexão entre o Signor Geraldi, Lascaris e Saint-Germain. Descrições existentes sobre a sua aparência e maneiras são muito similares e todos os três eram alquimistas, lingüistas e conversadores notáveis. Geraldi estava em Viena em 1687; desapareceu em 1691. Lascaris apareceu em torno de 1693, realizou muitas transmutações documentadas e desapareceu entre 1730 e 1740, logo antes de Saint-Germain chegar à Inglaterra. O astrólogo Etteila arriscou declarar em 1786 que Saint-Germain e Irineu Filaletes eram a mesma pessoa, acrescentando: "Monsieur de Saint-Germain une na sua própria pessoa um conhecimento perfeito das três ciências clássicas".Todos os que o encontravam ficavam profundamente impressionados com a sua natureza gentil e refinada, a sua graça, amabilidade e compaixão, e com o seu discurso brilhante e envolvente. As suas histórias sobre tempos antigos, como por exemplo Francisco I de França, eram tão animadas e detalhadas que muitos vieram a acreditar que ele tinha centenas de anos de idade. Ao mesmo tempo que realmente sugeria ser muito velho e que tinha conhecimento pessoal dos eventos antigos, ele não pretendia que tudo o que lembrava tivesse ocorrido quando estava no corpo que possuía como 'Saint-Germain'.  

    O Misterioso Conde de Saint-Germain

     
     

    Saint Germain

    A Europa do século XVIII testemunhou o aparecimento de uma constelação de notáveis homens espirituais que trabalharam para aliviar o sofrimento humano, apontaram para uma comunidade humana regenerada e tiveram um papel central na transição da noção régia "L´Etat, c'est moi", para a concepção contemporânea de nação. O Conde de Saint-Germain foi o mais misterioso e enigmático dentre aqueles personagens. Embora ele mantivesse relações familiares com a maior parte das cabeças coroadas da Europa, pouco era conhecido da sua própria vida. Nenhuma data ou lugar podem ser indicados como sendo os do seu nascimento, e a sua morte registrada é quase certamente uma falsificação. Mesmo sendo brilhante e talentoso, a sua origem e educação são desconhecidas. Viajando incessantemente pelas capitais importantes da época, as suas actividades em grande parte eram ocultas. H.P.Blavatsky sugere uma relação estreita entre Mesmer, Saint-Martin, Cagliostro e Saint-Germain, e afirma que Saint-Germain "supervisionava o desenrolar dos acontecimentos" na carreira de Mesmer e indicara Cagliostro para assistí-lo. O vasto período de tempo em que Saint-Germain trabalhou e o nível em que o fez sugerem que a sua visão e esforços não eram limitados por nenhum lugar ou período únicos.
    Saint-Germain apareceu primeiro em Veneza, no início do século XVIII, aparentando ter quarenta e cinco anos de idade, extremamente bem-apessoado, com olhos intensos e maneiras atraentes. Em torno de 1760 a Condessa von Georgy encontrou-o na corte de Luís XV. Atónita por ver o Conde completamente igual ao que era cinqüenta anos antes, perguntou-lhe se era realmente ele. O Conde não apenas confirmou a sua suspeita, mas relatou diversos incidentes que só os dois conheciam.
    Em 1710 Rameau elogiou as claras e emocionantes improvisações de Saint-Germain ao pianoforte. O Príncipe Ferdinand von Lobkovitz recebeu uma de suas composições, e outra, com a assinatura do Conde, acabou por chegar às mãos de Tchaikovsky. Duas outras, datadas de 1745 e 1760, estão preservadas no Museu Britânico. Saint-Germain tocava violino igualmente bem, sendo comparado favoravelmente com Paganini por aqueles que haviam ouvido ambos tocar.O conhecimento de línguas de Saint-Germain era fenomenal. Ele falava francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e português fluentemente e sem sotaque. Os eruditos ficavam surpreendidos pela sua facilidade no grego e no latim, assim como no sânscrito, chinês e árabe, que ainda não eram bem ensinados nos liceus franceses. Ele era ambidestro e podia escrever com ambas as mãos ao mesmo tempo. Franz Gräffer testemunhou Saint-Germain escrever rapidamente a mesma carta com as duas mãos em duas folhas de papel. Quando sobrepostas uma à outra e vistas contra uma janela, as folhas translúcidas revelaram escritas idênticas, "como se fossem cópias de uma mesma matriz". Ele também era um esplêndido pintor e crítico de arte. As suas obras eram notadas pelo brilho realístico que dava às pedras preciosas que pintava na tela. Embora se suspeitasse que ele misturava madrepérola nos seus pigmentos, ele jamais revelou o segredo e as suas cores nunca foram reproduzidas.O seu conhecimento de alquimia e química é bem atestado. Ele admitia que podia fazer pérolas artificialmente e uma vez removeu uma jaça de um grande diamante possuído por Luís XV. Casanova testemunhou uma moeda de prata de sessenta cêntimos ser transformada em uma peça de ouro puro em cerca de dois minutos. Quando Casanova lançou dúvidas sobre o que havia visto, Saint-Germain respondeu simplesmente: "As pessoas que questionam a minha Arte não merecem a minha atenção", e Casanova jamais o viu novamente. Dois meses mais tarde Casanova deu a moeda ao Marechal-de-campo Keith em Berlim. Além desta capacidade de aperfeiçoar os metais, a própria idade imutável e hábitos alimentares únicos de Saint-Germain - ninguém jamais o viu comer - sugerem que ele possuía o elixir da longa vida. Uma vez que outros alegaram ter recebido benefícios directos de seus derivados, incluindo vigor recuperado e saúde restaurada, memória aumentada e vida prolongada, parece que Saint-Germain possuía o conhecimento do Azoth, que nas suas três formas constitui a Pedra Filosofal, o poder de projecção e o elixir da longa vida.Mesmo sem haver evidência de ter alguma vez recebido receitas ou lucros dos seus investimentos, Saint-Germain era rico. As suas jóias pessoais eram fabulosas, incluindo um par de fivelas de sapato que valiam duzentos mil francos. Os convites para os seus jantares sumptuosos, nos quais ele não comia nada, eram enviados em cartões engastados de pedras preciosas. Ele tinha crédito em todos os bancos e jamais estava em débito. A fonte da sua riqueza, contudo, permanece desconhecida.

    April 11

    Homenagem Filatélica a D. Nuno Álvares Pereira, O Condestável

     
     
    Nasceu em Cernache do Bonjardim, Castelo-Branco
    a 24 de Junho de 1360 - dia de S. João Baptista
     
    Filho bastardo de Álvaro Gonçalves Pereira, prior da Ordem do Hospital, ou Ordem do Crato e neto do arcebispo de Braga, Gonçalo Pereira, foi para a corte aos 13 anos, e é armado cavaleiro por D. Leonor Teles com o arnês do Mestre de Avis, de quem se torna amigo. Adere à causa do Mestre, que o nomeia fronteiro da comarca de Entre-Tejo-e-Odiana. Foi depois condestável do reino e mordomo-mor. Recebeu de D.João I os títulos de 3º conde de Ourém, de 7º conde de Barcelos e de 2º conde de Arraiolos. Professou em1423 na Ordem dos Carmelitas, tomando o nome de Frei Nuno da Santa Maria. Mandou edificar o Convento de Santa Maria do Carmo, em Lisboa,, onde morreu, já com fama de santo.
     Desde o século XV que é objecto de culto, o que foi reconhecido pelo Papa, em 1918. É chamado Santo pelos Portugueses e pelos Carmelitas, e Beato pela restante Igreja"
     
    Vencedor de todas as batalhas em que participou, destacando-se a Batalha dos Atoleiros e a de Aljubarrota, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira desempenhou um papel fundamental na resolução da crise de 1383-1385 com Castela e na consolidação da independência de Portugal.
     
     
     
    Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV e é desde agora mais um Santo português. A cerimónia de canonização do Beato Nuno de Santa Maria, D. Nuno Álvares Pereira, terá lugar no próximo dia 26 de Abril, em Roma. O anúncio foi feito pela Santa Sé, no final do Consistório de 21 de Fevereiro de 2009, presidido por Sua Santidade o Papa Bento XVI.
     
    PETIÇÃO
     
    Nós, abaixo assinados, propomos aos Correios de Portugal, que D. Nuno Álvares Pereira, figura de Herói e Santo, seja homenageado filatelicamente através da emissão de um INTEIRO POSTAL (Bilhete Postal dos CTT) com a sua iconografia e a emitir no dia da própria canonização.

    Para assinar clique aqui
    April 10

    Senhora, partem tão tristes...

     
    Este poema é de João Roiz de Castelo-Branco, um poeta português palaciano. Algumas das suas composições estão no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Fez parte da corte do rei D. Afonso V, tendo ocupado o cargo de contador, na Guarda. Celebrizou-se pela cantiga «Partindo-se» ou «Senhora, partem tão tristes»,
     
    "
    Senhora, partem tão tristes
    meus olhos por vós, meu bem,
    que nunca tão tristes vistes
    outros nenhuns por ninguém.

    tão tristes, tão saudosos,
    tão doentes da partida,
    tão cansados, tão chorosos,
    da morte mais desejosos
    cem mil vezes que da vida.

    partem tão tristes os tristes,
    tão fora de esperar bem,
    que nunca tão tristes vistes
    outros nenhuns por ninguém.
     
    "
     
    de carácter amoroso, e por uma glosa das Coplas de Mingo Revulgo, «Adonde tienes las mientes». A sua produção estendeu-se também a outros temas, como a presença portuguesa no norte de África ou questões morais relacionadas com o desprezo pela vida na corte, mais tarde retomado por Sá de Miranda. É notável a perfeição formal e a riqueza estilística de que deu provas noutros poemas também reunidos no Cancioneiro Geral, entre eles, «Mafoma, primo, senhor», «O gosto que me falece» e «Porque sempre em vos servir».
    Os restos mortais deste Poeta estão na Igreja de Santa Maria do Castelo, em Castelo Branco.
    April 08

    Viagem virtual à minha Terra

     
    Belém é a capital do Estado do Pará, cidade das mangueiras. Ir a Belém é viajar no tempo e descobrir o Brasil amazónico. Nas primeiras ruas da cidade, as construções portuguesas dos séculos XVII e XVIII, completamente restauradas e revitalizadas, abrem as portas à celebração dos estilos arquitectónicos como o neoclássico do italiano Antonio Landi e convidam os turistas para noites de requinte musical e gastronómico. No centro da cidade, todo o charme da Belle Époque do ciclo da borracha está patente em edifícios como o Theatro da Paz e o Palacete Bolonha.
    Belém hoje garante estrutura e logística para eventos, com modernos auditórios e centros de convenções. Por meio da bem distribuída rede de hotéis, agências de serviços e restaurantes da cidade, todo o exotismo da Amazónia pode ser desfrutado com comodidade. Belém é para quem quer conhecer o Brasil selvagem, de cultura autóctone milenar, ritmo mais calmo e sabores inesquecíveis. Belém tem delícias tão marcantes e variadas quanto a biodiversidade da Amazónia e oferece a culinária mais exótica do Brasil.

    Complexo Feliz Lusitânia
     


    O complexo cultural Feliz Lusitânia abrange a região portuária de Belém por onde os portugueses chegaram à região Norte, em 1616. As construções que nela foram feitas durante o período colonial actualmente abrigam museus, restaurantes e oferecem diversas oportunidades de se conhecer a realidade amazónica.
    O complexo constitui-se de três prédios: A Igreja de Santo Alexandre, construção que na Belém colonial também abrigava os padres Jesuítas, tornou-se um espaço onde convivem jardins externos com a Igreja (que foi totalmente reformada e também é espaço para espectáculos teatrais e recitais) e o Museu De Arte Sacra.

    Forte do Presépio
     
     
    Uma das primeiras construções de carácter militar da Amazónia e uma das primeiras obras de Belém, foi reformado e actualmente abre-se sobre a Baía e Mercado do Ver-O-Peso, além de conter o Museu do Encontro, que exibe artefactos e pinturas das comunidades indígenas e dos colonizadores portugueses da época. O “Feliz Lusitânia” inclui, ainda, a Casa Das Onze Janelas, um antigo hospital colonial que, actualmente, abriga um espaço para exposições, o Boteco Das Onze (restaurante) e uma longa passarela externa, paralela à baía. À noite, há shows musicais no Boteco.
    Todo o Complexo funciona de terça a Domingo, das 10 às 18 horas, à excepção do Boteco Das Onze que não tem horário fixo para fecho. Às terças feiras a entrada é franca em todos os prédios, enquanto nos demais dias são cobradas taxas que variam de 1 a 4 reais.
     
    Igreja de Santo Alexandre 
     
     
     
    Construção de 1718, em estilo barroco, feita por religiosos da Companhia de Jesus. Local onde pregou o Padre António Vieira. Possui no interior, mobiliário de madeira entalhada por jesuítas e índios. Reformada, abriga o Museu de Arte Sacra.


    Cidade Velha
     
     
    Bairro Central da Capital, é o centro histórico. Foi a partir dele que surgiu a cidade. Nele se encontram casas, sobrados geminados e solares com fachadas de azulejos portugueses, ruas estreitas, como a Rua Siqueira Mendes, primeira da Cidade, a Ladeira do Castelo, que possui um conjunto de casarões coloniais e monumentos da época da colonização, como o Forte do Castelo, a Catedral da Sé e a Igreja de Santo Alexandre, hoje o Museu de Arte Sacra de Belém. Nela também está o Prédio do Arsenal da Marinha , com construção original de 1761.

    Catedral Metropolitana de Belém - Sé
     
     
     
    Construção de 1771, em estilo barroco por fora e neoclássico por dentro, com o nome de Catedral de Santa Maria da Graça da Cidade de Belém do Grão-Pará. O seu altar mede mais de 10 mts de altura e possui um órgão parisiense que tem 6 mts de largura, 3 de profundidade e 8,5 de altura. A nave é iluminada por 28 candelabros de bronze. É o ponto de partida do Círio de Nazaré

    Igreja de São João Batista 
     
    Construção de 1777, com arquitectura octogonal, foi a matriz de Belém.

     
    Igreja de Nossa Senhora do Carmo
    Construção de 1696, em estilo neoclássico, no local da primitiva Capela demolida em 1690. O interior é barroco, guarda obras de arte e o altar de prata da capela primitiva.
    Praça do Carmo, 72 Cidade Velha


    Museu de Artes de Belém – MABE
     


    O espaço funciona no Palácio António Lemos, sede do gabinete do prefeito. Obras-de-arte, como esculturas em bronze e mármore, vasos austríacos e quadros - além de móveis do século XIX -, decoram os salões em estilo imperial. Foi construído originalmente para ser a sede da Intendência Municipal, ficou mais conhecido como o Palacete Azul, e actualmente continua abrigando o Gabinete do Prefeito Municipal, além do Museu de Arte de Belém.

    Museu do Estado do Pará – MEPE

     


    O Palácio Lauro Sodré, sede do Museu do Estado do Pará a partir de 1994, é mais uma herança da passagem do arquitecto italiano Antonio José Landi por Belém no século XVIII. Foi erguido para ser a sede do Governo da Capitania e abrigar o governador geral da capitania e família.
    No apogeu do ciclo da borracha, o governador Augusto Montenegro imprimiu ao prédio a decoração da época, trazendo parte do mobiliário da Europa. Lustres em cristal são colocados nos Salões Nobres e é contratado o pintor francês J. Casse para decorá-los. Estas peças e mais as telas de renomados pintores como Antonio Parreiras, Décio Vilares e Benedicto Calixto passaram a constituir o acervo. Possui as salas Manuel Pestana e António Parreiras para exposições temporárias.
    Pça. D. Pedro II, s/n, Cidade Velha.


    Praça Dom Pedro II 
     Recentemente reformada pela Prefeitura Municipal de Belém, a praça D. Pedro II é um cartão postal a mais no Centro Histórico de Belém. A obra é um presente da prefeitura para a população e possui no seu projecto paisagístico espécies da flora regional, uma fonte luminosa e um lago que estava aterrado há dois anos

    Baía do Guajará
     
     
    A baía de Guajará situa-se a oeste da cidade de Belém, é a rigor um subestuário e recebe águas dos rios Guamá, Acará e Moju. Possui comunicação directa com a baía de Marajó e, devido à proximidade do oceano Atlântico, está sujeita a influências das marés oceânicas. Possui águas barrentas, fortemente amareladas e salobras.
    É na Baía do Guajará que se encontram magníficas ilhas como as das Onças, Arapiranga e Piriquitos, entre outras. É também onde se concentram os principais pontos turísticos de Belém entre os quais o Ver-o-Peso, Complexo Feliz Luzitânia e a Estação das Docas.


    Mercado do Ver–o–Peso
     

     

    O “Ver-o-Peso” é a essência do regional manifestada em mercados e ruelas recheadas de cultura. Neste cenário, destaca-se o Mercado de Ferro e a sua arquitectura neoclássica, trazida pelos europeus e assimilada à estética amazónica, e a extensa feira do Ver-o-Peso, existente desde o século XVII e principal ponto de venda de mercadorias afins da capital. O posto fiscal criado em 1688 no porto do Piri que, a partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, deu origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saíam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes.

    Igreja de Santa'Ana 

    Construção de 1761, foi reconstruída em 1855. Possui obras de arte, entre elas a imagem em bronze de São Pedro.

    Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos - Construída no século XVIII (1725), foi erguida por uma comunidade de negros e continua a ser um importante marco da cultura paraense.
    Localização: Travessa Padre Prudêncio - Camperia/Rua Aristides Lobo
    Aberto de 3ª feira a domingo das 15 às 18h


    Igreja de Nossa Senhora da Trindade 
     
    Construída em 1802, localizada na Rua Gama Abreu – Largo da Trindade no Bairro da Campina.


    Estação das Docas 
     
     
    Existe há seis anos e é o resultado de um projecto de revitalização de antigos galpões da Companhia das Docas do Pará. No passado, esses galpões tinham a função de armazenar mercadorias que chegavam pelo Porto de Belém. Actualmente, a Estação oferece aos visitantes cinco restaurantes de cozinha regional, italiana e internacional, além de uma cervejaria onde é possível degustar iguarias como a cerveja de bacuri.
    A Estação das Docas conta também com o Teatro Maria Sílvia Nunes, onde, frequentemente, há mostras de filmes, palestras, danças e peças de teatro. Como incentivo à cultura. A Estação criou o projecto “Caminho do Sol”, no qual grupos folclóricos se apresentam ao ar livre, às margens da Baía do Guajará. Também há espaço para as feirinhas, onde são vendidas bijouterias fabricadas com sementes regionais e artigos indígenas. A Estação dispõe de um serviço diário de passeios de barco, que oferecem aos turistas uma visão privilegiada da capital paraense e das ilhas que a cercam.
    A Estação das Docas está localizada na Boulevard Castilho França e funciona todos os dias, ficando aberta até mais tarde aos fins de semana.

    Complexo Ver-o-Rio
     
     
    Espaço cultural em praça pública, comidas típicas, shows musicais, cultura e uma exuberante paisagem podem ser apreciados no Complexo Turístico Ver-o-Rio, uma espécie de praça pública, localizada às margens da Baía do Guajará .
    O complexo conta com barracas de comidas típicas, bares, um palco, playground, calçadão de pedra portuguesa e um marégrafo - aparelho que mede o nível da maré.
    Av. Marechal Hermes s/n Umarizal

    Rio Guamá 
     
     
    É o rio que corta a cidade de Belém e faz parte da vida da sua população. Banha inúmeras pequenas ilhas, habitadas por nativos que mantêm várias olarias.
    Em Belém o nível das águas da orla chega a alcançar 3,80 m, em Março e Setembro, durante as luas cheia e nova.

    Parque Mangal das Garças
     
     
     
    No projecto de revitalização do governo, ganhou destaque este projecto do Mangal das Garças, centro turístico-cultural que foi inaugurado em Janeiro de 2005, às margens do rio Guamá. Uma das maiores empreitadas do núcleo urbano belenense, o Mangal é um espaço que mescla a natureza, a tecnologia e a cultura. Composto por jardins, passarelas, viveiros naturais de animais silvestres (onde se destaca um belíssimo Borboletário), mini-museus, restaurantes e lanchonetes, a obra tenta trazer, para o ambiente urbano, uma amostra da diversidade amazónica, de forma a “climatizar” turistas e nativos na realidade da região. O Mangal funciona de Terça a Domingo, das 8 às 18 horas. Após este período, uma parte do parque é fechada e continuam funcionando, até a meia-noite, o restaurante e o píer.

    Ilha do Combú 
     
     
     
    Localizada na foz do rio Guamá, a ilha do Combu possui uma área de 15 km2 coberta por matas densas onde se encontram espécies como a palmeira do açaí e árvores frutíferas como o cacau. No Combu, as ruas são formadas por rios onde trafegam pequenos barcos típicos, usados nas actividades quotidianas dos ribeirinhos.
    No furo do Combu está localizada a estação experimental do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde são desenvolvidos projectos de pesquisa científica, para intercâmbio entre a ciência e o conhecimento popular.

    Espaço São José Liberto
     
     
    Pólo Joalheiro - Entre as obras restauradas pelo Governo do Estado, destaca-se também o Espaço São José Liberto (Antigo Presídio São José), que abriga o Pólo Joalheiro e a Casa do Artesão. Além de oferecer aos visitantes amostras do potencial mineral e artesanal do Pará, aliadas a um ambiente agradável e climatizado, o espaço também é aberto a diversos eventos culturais independentes e à apresentação de grupos musicais e de dança.

    Praça Batista Campos 
     
     
    A Praça Batista Campos inaugurada em 1904, possui pavilhões e caramanchões importados da Alemanha. Tv. Padre Eutiquio – Batista Campos

    Praça da República 
     
     
     
    É uma das mais antigas e a mais importantes do município de Belém, possui monumentos históricos e árvores centenárias formando túneis, sendo que ao seu redor funcionam o Teatro da Paz e o Teatro Experimental Waldemar Henrique, Parque João Coelho, além do Núcleo de Artes da UFPA e o Bar do Parque. Na praça existem diversas Mangueiras e todos os domingos, há manifestações culturais, shows e feiras de artesanato.
    Av. Presidente Vargas - Centro

    Theatro da Paz 
     
     
    Situado na Praça da República, também é um importante património histórico de Belém: desde a sua arquitectura estonteante (é considerado um dos mais belos teatros do país) à sua estrutura, que recebe espectáculos teatrais e óperas, representa o centro da arte e da cultura na capital. O Teatro da Paz oferece, com certa periodicidade, eventos com horários e custos específicos.
    Praça da República - Centro

    Palacete Bolonha
     
     
    Construído no início do século XX, espelha o modelo dos palacetes; o que se repete na vila que completa o quadrado. Representa a Belém, no período áureo da borracha quando o requinte e o arrojo europeu foram trazidos para o espaço da urbe amazónica. O Palacete Bolonha é uma página viva da modernidade que se instalou na cidade que um dia foi a "Paris Tropical".
    É nesse contexto que os primeiros traços do requinte parisiense chegam a Belém.
    O Palacete Bolonha, construído por Francisco Bolonha para servir de residência à sua família, foi dotado de todos os requintes trazidos da Europa.
    Av. José Malcher com Tv. Dr. Moraes - Nazaré

    Basílica-Santuário de Nazaré 
     
     
    A colonização portuguesa também trouxe consigo as artes barroca e renascentista da Europa, com a Igreja e as suas contruções sumptuosas. A Catedral da Sé e a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré são os pontos-referência, tendo importante papel no Círio de Nazaré ao serem, respectivamente, os pontos de partida e chegada da procissão realizada em Outubro, que leva a imagem de Nossa Senhora pelas principais avenidas de Belém. O largo do Can, situado em frente à Basílica, é também um belo projecto arquitetónico, que une o receptáculo onde a imagem fica durante o período das comemorações do Círio com uma área arborizada.
    Praça Justo Chermon - Nazaré


    Círio de Nazaré 
     
     
    Em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é uma das maiores e mais tradicionais festas religiosos do Brasil, além de ser a maior festa cristã do planeta, sendo celebrada desde 1793, na cidade de Belém do Pará, sempre no segundo Domingo de Outubro.


    Museu Paraense Emílio Goeldi
     
     
     
     É uma Instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil. Está localizado na cidade de Belém, Estado do Pará, região amazónica. Desde a sua fundação, em 1866,
    as suas actividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e sócio-culturais da Amazónia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região.
    O Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. Foi fundado em 1895, sendo o mais antigo do Brasil no seu género. Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazónicas, o Parque concentra as actividades educativas do Museu Goeldi, tal como um laboratório para aulas práticas. Recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes.
    No Parque Zoobotânico ficam a Directoria do Museu Goeldi, as Coordenações de Pesquisa e Pós-Graduação, Comunicação e Extensão, Administração, Museologia, Assessoria de Comunicação Social e Editora.


    Mercado Municipal de São Brás
     
     
    Construção de 1616, em estilo arte-nouveau e neoclássico. O seu prédio central foi inaugurado em 1911. Actualmente abriga lojas de artesanato paraense.
    Av. Almirante Barroso s/n São Brás


    Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazónia
     
    Com uma área total de 63.000m² e 24.000m² de área construída totalmente integrada no ambiente amazónico, o HANGAR está equipado com recursos de última tecnologia e preparado para qualquer tipo de evento, como feiras, congressos, convenções, encontros, seminários, simpósios e exposições.
    Av. Dr. Freitas s/n Marco


    Engenho Murucutu
     
     
     
    Ruínas do antigo engenho de cana-de-açúcar, movido a vapor e a escravos. Foi destruído durante a época da Cabanagem e reconstruído no século XVIII. Destacando-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição (1711), em estilo neoclássico, cuja obra é atribuída a Antonio Giuseppi Landi.
    Rod. Murucutu km 4

    Parque dos Igarapés
     
     
    É um Resort com 160 mil m² de área de floresta remanescente, com piscina de água mineral corrente, chalés, albergue, entre outros. Um convite até mesmo para quem não é aventureiro.
    Sobrevivência na selva é um outro ítem oferecido. Aqui são ensinadas noções básicas de sobrevivência como a obtenção de água e fogo, a preparação de armadilhas e montagem de abrigos.
    Quem participa da Orientação e Navegação sai em busca de um tesouro. Para tanto, aprende a orientar-se pela bússola. A plataforma de rapel de 20m de altura aguarda os mais corajosos.
    O Parque dos Igarapés fica localizado na Rodovia Mário Covas – Conj. Satélite WE 12 - 1000 - Coqueiro - Belém – Pa.


    Museu de Paleontologia e Melacologia
    Uma rica amostra de fósseis, conchas e moluscos de várias regiões do planeta, apresentando aos visitantes material representativo da evolução dos seres vivos, das suas características, hábitos e importância para os seres humanos.


    Ilha de Cotijuba
    Localizada às margens da Baía do Marajó, próximo à cidade de Belém, o que torna o seu acesso fácil e rápido. Possui uma área de cerca de 60 km quadrados e uma costa com 15 km de praias praticamente inexploradas e livres da poluição ambiental.
    É considerada um paraíso por oferecer aos visitantes, lindas praias de água doce e o contacto directo com a natureza da região amazónica, além de ser um local perfeito para quem quer aventurar-se por entre trilhas e florestas.

    Frutas Regionais
    O mercado do Ver-o-Peso é o ponto de partida para quem quer conhecer a grande variedade de frutas regionais . Elas são responsáveis directas pelo sabor das sobremesas que enriquecem a mesa dos belenenses. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá, taperebá e sapotilha.


    Cerâmica Marajoara
    É fruto do trabalho dos índios da Ilha de Marajó. A fase mais estudada e conhecida refere-se ao período de 400/1400 dC.
    Marajó é a maior ilha fluvial do mundo, cercada pelos rios Amazonas e Tocantins, e pelo Oceano Atlântico e localiza-se também no estado do Pará. O maior acervo de peças de Cerâmica Marajoara encontra-se no Museu Emilio Goeldi.


    Danças Típicas
    O Carimbó é a dança genuinamente paraense criada pelos índios Tupinambás e incrementada pelo ritmo contagiante do batuque africano.
    A dança do Carimbó vem da expressão indígena CURIMBÓ, que são dois tambores formados por troncos de árvores escavados por dentro e revestidos numa das pontas com pele de animal silvestre, ficando responsável pela parte rítmica da dança. A palavra CARIMBÓ ou CURIMBÓ é derivada da linguagem indígena, cuja expressão CURI significa pau e IMBÓ significa oco ou furado, por tanto pau oco que produz som.
     
       

    Lundun Marajoara - Dança de origem africana, trazida para o Brasil na época da colonização pelos escravos africanos.
    No estado do Pará, instalou-se na Ilha de Marajó, sofrendo as adaptações da região, principalmente na indumentária passando então a chamar-se Lundun Marajoara. A dança possui um carácter sensual em que o homem tenta conquistar a mulher para um encontro sexual. A sua característica principal é marcada pelos grandes movimentos ondulares dos quadris, principalmente dos homens, que usam desse artifício, para seduzir a sua parceira. Na época dos escravos, estes eram obrigados a executar esta dança para satisfazer os desejos dos seus senhores.
     
       

    Obaluaê - Entidade integrante do sincretismo religioso, também conhecida no Candomblé como Omolu ou Orixá da Doença, cultuado pelos escravos africanos na sua origem e trazidos para o Brasil na época da colonização portuguesa.
     
       

    Dança do Siriá - Contam os historiadores que negros, caboclos e indígenas, que viviam como escravos na região de Cametá, eram tratados de forma desumana. Doentes e mal alimentados, não tinham para quem apelar. Certa tarde, como se fosse um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando deste modo, a fome de todos.
    A dança apresenta forte ritmo que varia do batuque africano, com uma coreografia que obedece as indicações dos versos cantados.
     
       


    Virtourist

    April 07

    Actualização - Sismo Abruzzo

     
    Mais de 200 mortos, 1500 feridos e 34 desaparecidos. Este é o último balanço das autoridades italianas que continuam à procura de sobreviventes entre os escombros dos edifícios derrubados.
     
     
    Este vídeo, embora já não seja recente, mostra-nos alguns resgates 
     
     
    A boa notícia, é que nas
    últimas horas foram resgatadas com vida cerca de 100 pessoas.
    April 06

    Sismo, esta madrugada, em Itália

     
     
    Um violento sismo abalou o centro de Itália, destruíndo prédios e deixando pessoas nos escombros.
     
     

    O terramoto, que também foi sentido em Roma, teve magnitude de 5.8 na escala de Richter e ocorreu às 3h32 (horário local), segundo os U.S. Geological Survey (USGS - órgão de pesquisa geológica americano). O epicentro do terremoto ocorreu a 95 km ao nordeste de Roma, a uma profundidade de 10 Km. A região montanhosa do Abruzzo, no centro-leste do país, foi a mais atingida, e L'Aquila a cidade que mais sofreu. 

    O chefe de segurança pública Guido Bertolaso disse que há "muitas vítimas, muitos feridos e muitas casas desabaram", relatou à agência de notícias ANSA.

    A Polícia confirmou que cinco pessoas foram mortas na pequena cidade de Castelnuovo, uma em Poggio Picenze, uma em Tormintarte e dois em Fossa, incluindo uma menina de 3 anos.

    O terramoto foi o mais recente numa série de abalos que atingiram a região ao longo dos últimos dois dias.

    O balanço até ao momento é de 31 mortos, 40 desaparecidos, milhares de desalojados, muitos edifícios destruídos e pânico nas ruas.

    As equipas de salvamento continuam no terreno a tentar retirar vítimas dos escombros.

      

    Segundo actualização da TSF há 9 estudantes portugueses nesta região, integrados no Programa Erasmus.

    (Todos foram já contactados, encontrando-se bem)  

    (CORRIERE TV)
     

    April 04

    Hoje sonhei contigo, Van Gogh

     
     
    April 03

    José Mourinho na Chambretti Night

     
     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    April 02

    Rally de Portugal já roda

     
     
    Entre 2 a 5 de Abril
     
     
    Acompanhe o Rally de Portugal a partir daqui

    Duas Biografias para uma rainha

     
    O lançamento da nova edição de “La Reine Muy Cerca” (A Rainha de Perto), biografia que aborda a vida da Rainha Sofia, da Espanha, gerou tanta polémica que o palácio enviou uma retratacção dizendo que as declarações foram transcritas de forma incorrecta.
     
     

    Entre as principais críticas, estão declarações de que a Rainha se opõe ao casamento gay, às paradas gays e ao aborto. “Se essas pessoas querem viver juntas, vestir-se de noivos e casar-se, elas podem ou não, ter o direito a fazer isso, dependendo da lei vigente nos seus países. Mas eles não deviam chamar isso de casamento, porque não é”, cita a biografia.

    O livro é uma actualização da biografia escrita há treze anos por Pilar Urbano. Na última sexta-feira, dia 31 de outubro, o Palácio Real pronunciou-se revelando que as citações terão sido transcritas de forma incorrecta: “Os supostos comentários que, de todo modo, foram feitos num ambiente privado, não combinam com as opiniões demonstradas por Sua Majestade, a rainha”, disse num comunicado.

    Em Portugal esta Biografia foi editada pela "Planeta" e pode ser adquirida na FNAC.

    Fonte: UniversoMix

     

    A outra Biografia da Rainha Sofia não parece estar rodeada de tanta polémica mas, nem por isso deixa de ser uma boa dica.

     

    Convite

    A Ésquilo, edições e multimédia e o El Corte Inglês convidam para o lançamento do livro
    Rainha Sofia - Fala da sua vida,
    que terá lugar hoje, dia 2 de Abril, quinta-feira, às 18:30, no Restaurante, Piso 7, do El Corte Inglês de Lisboa.
    Neste evento serão oradoras a Dra Manuela Eanes e a Dra. Maria Barroso.
    Para mais informações contactar através do nº de telefone 213502410 ou através do Email: multimedia@esquilo.com
    A apresentação da obra estará a cargo da jornalista Rosa Veloso.

     

    Cerca de 5000 pessoas manifestaram a sua descrença no G20

     
           
    Ontem, véspera do início dos trabalhos oficiais da Cimeira, diversas manifestações aconteceram no centro financeiro da cidade de Londres e alguns actos de violência, vandalismo e confronto com a polícia foram registrados
     
      A polícia londrina estima que cerca de 5 mil pessoas participaram nestas manifestações, tendo pelo menos 87 destas sido detidas durante os protestos: algumas por terem na sua posse uniformes da polícia e a maior parte por perturbação da ordem pública e atentado ao pudor. Um manifestante morreu, aparentemente de causas naturais.

    Segundo a polícia, um homem que aparentava cerca de 30 anos foi encontrado inconsciente nas proximidades da sede do Banco de Inglaterra. Foi levado de ambulância para um hospital, onde acabou por falecer. Não foram divulgados mais detalhes sobre o caso.

      

    Também nesta quarta-feira, manifestantes partiram as janelas de uma agência do Royal Bank of Scotland (RBS) (Banco da Escócia) e invadiram o local, chegando a atirar pela janela uma impressora e uma cadeira. A polícia conseguiu retirar os manifestantes do interior do Banco, havendo a registar ferimentos num polícia.

    O comandante da polícia londrina, Simon O'Brien, afirmou que "pequenos grupos de criminosos" foram responsáveis pelos episódios de violência e que eles continuarão a ser monitorados.Referiu, no entanto, que a grande maioria das pessoas manifestava-se de forma pacífica.

     


    “Uma solução ... Revolução

    era um dos gritos de ordem que mais se ouvía.

    Os líderes da manifestação assinalaram 125 pontos onde existem importantes instituições financeiras para serem alvos das fúrias dos manifestantes.

    10.000 polícias britânicos tentaram isolar os manifestantes impedindo que estes se espalhassem e chegassem aos pontos desejados, conseguindo-o na maior parte dos casos.

    A cidade de Londres prepara-se hoje para mais um dia de protestos, quando os líderes dos países do G20 se encontram no Excel Centre, no leste da capital, para discutir meios que possam deter a crise económica.

    Activistas planeiam manifestações logo pela manhã na Bolsa de Valores de Londres e actos contra a guerra nas proximidades do local onde os chefes de Estado irão encontrar-se.

    Uma cerca foi erguida no local da Cimeira para evitar que os activistas se aproximem.

    Entre os grupos que planeiam manifestações estão os que se auto-intitulam Stop the War CoalitionBritish Muslim Initiative e CND (Campaign for Nuclear Disarmament).

    No distrito financeiro de Londres, mais conhecido como City ou Square Mil a grande maioria dos bancos e instituições financeiras vai ficar fechada durante os dois dias de reunião da cimeira.

      Fonte: BBC


    G20

     
    O G20  é composto pelos 19 países mais industrializados do Mundo: Alemanha, Arábia Saudita, África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e pela União Europeia, representada pelo presidente da União Europeia e pelo Presidente do Banco Central Europeu.
     
     
    Os principais temas de discussão da Cimeira do G20 em Londres
     

    DESACORDO SOBRE QUEM TEM MAIS CONDIÇÕES PARA TRAVAR A RECESSÃO MUNDIAL: os EUA assumiram a liderança dos países que defendem novos esforços para tirar o planeta da mais grave crise económica do pós-guerra, mas encontram resistência entre os europeus, principalmente a França e a Alemanha, que consideram já ter feito o bastante. O presidente Barack Obama voltou a dizer nesta quarta-feira que os EUA não podem ser o único motor do crescimento. O G20 poderia eliminar as suas divisões optando por um compromisso segundo o qual cada Estado se comprometeria a fazer "tudo o que fosse necessário".

    O REFORÇO DA REGULAÇÃO DO SECTOR FINANCEIRO aparece como outro ponto bastante crítico. Diante das reservas anglo-saxónicas, a França e a Alemanha reivindicam medidas concretas e o presidente Nicolas Sarkozy, que criticou um "capitalismo financeiro sem princípio nem moral", ameaçou fechar a porta se a cúpula terminar com um "falso compromisso".

    A LUTA CONTRA OS PARAÍSOS FISCAIS é outro grande tema de discussão, que envolve principalmente Paris e Berlim. A França condenou Washington por manifestar uma "tolerância anglo-saxónica tradicional" para com os buracos negros das finanças, enquanto a China parece pronta a opor-se a qualquer medida que possa colocar em risco os seus mercados financeiros de Hong Kong e Macau.

    A REMUNERAÇÃO DOS BANQUEIROS - Gordon Brown prometeu que o G20 lançaria as bases das regras comuns para enquadrar os "bónus" dos príncipes das finanças, acusados de terem contribuído para a crise financeira.

    O AUMENTO DOS FUNDOS DO FMI PARA AJUDAR OS PAÍSES MAIS FRÁGEIS parece ser um dos raros assuntos de consenso. Os dirigentes do G20 devem aprovar uma duplicação dos recursos do fundo, mas os países emergentes podem tentar aproveitar a ocasião para conseguir avanços sobre a reforma da governança da instituição.

    A REJEIÇÃO AOS REFLEXOS PROTECCIONISTAS deve também ser um tema de discussão, mesmo se na prática os exemplos de desobediência a este princípio se tenham multiplicado nos últimos meses, como a cláusula "Compre americano" do plano de retomada de Barack Obama.

    A QUESTÃO DOS CÂMBIOS não aparece oficialmente na agenda da cúpula, porém cada vez mais vozes se erguem, principalmente na China e na Rússia, para contestar a hegemonia do dólar, e a questão pode ser colocada sobre a mesa de discussões.

    Fonte: AFP e Foto: BBC News