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September 21 Estudo conclui : pacientes em estado vegetativo podem aprender!
Pesquisadores fizeram testes com pacientes em estado vegetativo Pacientes com danos graves no cérebro que não parecem ter sinal de consciência ainda têm capacidade de aprender, segundo um estudo da universidade britânica de Cambridge. Pesquisadores fizeram testes com 22 pessoas em estado vegetativo permanente. Os cientistas faziam soar um barulho antes de soprar nos olhos das pessoas. Ao ouvir o barulho, algumas pessoas demonstravam que estavam antecipando o sopro, ao mexer com os músculos próximos aos olhos antes de terem seus olhos soprados. A equipa espera, com ajuda do teste, descobrir quais os pacientes que têm maiores chances de se recuperar, segundo pesquisa publicada na revista científica Nature Neuroscience.
Consciência O pesquisador Tristan Bekinschtein, da universidade de Cambridge, disse que havia um consenso de que os pacientes só conseguiriam ligar um fenómeno ao outro – o barulho ao sopro – se estivessem conscientes dos factos. Mas o estudo, onde 70 sopros foram dados em 25 minutos, mostrou que este tipo de reacção condicionada é possível até em pacientes que não estão conscientes, pelas medidas convencionais dos cientistas. Electrodos posicionados nos olhos detectaram o movimento dos músculos. Uma experiência semelhante com pessoas sedadas com anestesia geral não obteve as mesmas respostas, sugerindo que os pacientes em estado vegetativo podem ter algum nível de consciência que não é medido por testes convencionais. Para Bekinschtein, os pacientes que responderam aos estímulos sonoros antecipando o sopro têm maior probabilidade de se recuperar. Segundo ele, 80% dos pacientes que responderam ao barulho tiveram algum tipo de evolução no seu estado. Os cientistas preparam agora um grande teste do tipo com pacientes nos Estados Unidos e na Bélgica. "Estes eram experimentos pavlovianos clássicos e alguns pacientes, mas não todos, responderam", disse o cientista. "Eles estavam claramente antecipando o estímulo que viria, então existe algum tipo de percepção. Do ponto de vista do paciente que está supostamente inconsciente isso pode ter implicações profundas." |
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