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    September 21

    Estudo conclui : pacientes em estado vegetativo podem aprender!

     

    Pacientes em estado vegetativo podem aprender, diz estudo

    Paciente

    Pesquisadores fizeram testes com pacientes em estado vegetativo

    Pacientes com danos graves no cérebro que não parecem ter sinal de consciência ainda têm capacidade de aprender, segundo um estudo da universidade britânica de Cambridge.

    Pesquisadores fizeram testes com 22 pessoas em estado vegetativo permanente. Os cientistas faziam soar um barulho antes de soprar nos olhos das pessoas.

    Ao ouvir o barulho, algumas pessoas demonstravam que estavam antecipando o sopro, ao mexer com os músculos próximos aos olhos antes de terem seus olhos soprados.

    A equipa espera, com ajuda do teste, descobrir quais os pacientes que têm maiores chances de se recuperar, segundo pesquisa publicada na revista científica Nature Neuroscience.

     

    Consciência

    O pesquisador Tristan Bekinschtein, da universidade de Cambridge, disse que havia um consenso de que os pacientes só conseguiriam ligar um fenómeno ao outro – o barulho ao sopro – se estivessem conscientes dos factos.

    Mas o estudo, onde 70 sopros foram dados em 25 minutos, mostrou que este tipo de reacção condicionada é possível até em pacientes que não estão conscientes, pelas medidas convencionais dos cientistas.

    Electrodos posicionados nos olhos detectaram o movimento dos músculos.

    Uma experiência semelhante com pessoas sedadas com anestesia geral não obteve as mesmas respostas, sugerindo que os pacientes em estado vegetativo podem ter algum nível de consciência que não é medido por testes convencionais.

    Para Bekinschtein, os pacientes que responderam aos estímulos sonoros antecipando o sopro têm maior probabilidade de se recuperar. Segundo ele, 80% dos pacientes que responderam ao barulho tiveram algum tipo de evolução no seu estado.

    Os cientistas preparam agora um grande teste do tipo com pacientes nos Estados Unidos e na Bélgica.

    "Estes eram experimentos pavlovianos clássicos e alguns pacientes, mas não todos, responderam", disse o cientista.

    "Eles estavam claramente antecipando o estímulo que viria, então existe algum tipo de percepção. Do ponto de vista do paciente que está supostamente inconsciente isso pode ter implicações profundas."

    June 19

    Geléia Real com antibiótico proibido

     

    ALERTA DECO PROTESTE

    A geleia real da marca Celeiro, vendida em Portugal, contém cloranfenicol, um antibiótico perigoso e proibido a nível europeu devido à sua toxicidade. Este foi o resultado de uma análise que a DECO PROTESTE realizou a três marcas daquele produto alimentar (El Corte Inglés e Marnys são as outras marcas).

    A DECO PROTESTE exige que o produto em causa seja urgentemente retirado de comercialização, tendo já comunicado os resultados às autoridades competentes: Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar, Direcção-Geral de Veterinária, ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica). Mesmo em pequenas concentrações, o cloranfenicol, antibiótico de velha geração, é tóxico. Por essa razão, a legislação europeia não permite que seja utilizado na medicina veterinária, em animais para consumo humano. Assim, é inadmissível encontrá-lo em alimentos.

    A DECO PROTESTE exige uma intervenção imediata das instituições competentes, de modo que a referida substância nociva não seja novamente encontrada e situações semelhantes não se repitam. Para que toda a rede de medicamentos proibidos seja desmontada, é necessário um controlo mais eficiente e alargado.

    (Atenção que este antibiótico também já foi detectado em frascos de mel, em 2003).

    June 12

    Cristiano Ronaldo deixa o Manchester United e realiza o seu sonho de jogar no Real Madrid

     
     
    May 31

    Sombra adesiva - revolução na Maquiagem

     

     

    Uma empresa americana revolucionou ....

    Do mais clássico..

    Ao mais ousado...

    Agora pode recorrer às sombras adesivas, que vêm com área e tamanhos correctos de aplicação, além de desenhos prontos para serem aplicados. Isso é óptimo para quem não consegue dar aquele efeito degradê ou fazer jogos de cores na hora de pintar os olhos.

    Com os adesivos, a aplicação fica muito fácil, basta colocar o decalque sobre a pálpebra, pressionar com os dedos e retirar. O difícil é escolher entre as diversas “estampas”, a colecção dispoibiliza efeitos incríveis. 

    Essa idéia foi elaborada por Irina Iosilevich que trabalhou em grandes lojas de cosméticos e juntamente com seu marido e filhos, ela fez experiências durante uma década até conseguir combinar pigmentos minerais num único adesivo.  Ela deparava-se com imensas mulheres que gastavam rios de dinheiro em produtos, e depois queixavam-se de não conseguirem reproduzir a maquiagem em casa.

     

    http://www.coloronpro.com/

     

    May 14

    Universos Paralelos

     
     

    Os "Flor de Lis", levam Portugal à final da Eurovisão

     

    Moscovo, 14 Mai (Lusa) - O grupo que representa Portugal no Festival Eurovisão da Canção, que este ano se realiza em Moscovo, recebeu elogios da imprensa russa depois da actuação na meia-final que lhe garantiu o acesso à final de sábado.

    "Este ano, o grupo Flor de Lis é, talvez, o mais marcante representante da `música étnica`", escreve o diário Moskovskii Komsomolets a propósito da banda portuguesa e depois da actuação na meia-final de terça-feira, em que conquistou um lugar entre os 25 participantes na final.

     "Triste e soberbo, muito português e, ao mesmo tempo, a mais cosmopolita de todas as músicas "etno-pop`s", o fado abre com dificuldade caminho no "Eurosong", embora tenha muitos fãs", continua o diário.

    Flor-de-Lis

     
     
    PARABÉNS, meninos!
    May 10

    Programa de Estímulo à Oferta de Emprego

     

    Programa de Estímulo à Oferta de Emprego (IEFP/PEOE)

    Se está inscrito como desempregado involuntário ou se é um jovem à procura do 1º emprego,

    O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Segurança Social ajudam-no a criar a sua empresa, financiando a fundo perdido uma parte do investimento necessário para iniciar a actividade.

    Para se candidatar aos apoios do PEOE terá de entregar um formulário de candidatura acompanhado de um Estudo de Viabilidade mostrando que o negócio é rentável e que o investimento no projecto é recuperado num período de 3 anos.

    Inferência-PME 

    Na Queima das Fitas em Coimbra

     
     
    "Bach Medley", de J.S. Bach c/ arr. de Amadeu Magalhães, ao vivo
    May 04

    Os "Flor-de-Lis" representam Portugal na Eurovisão, em Moscovo, a 12 Maio

     
     
      

    Galp começa a extracção de petróleo daquele que se espera venha a ser um dos maiores poços do Mundo

     

    Galp assina oito acordos de prospecção de crude

     

    Esta foi a primeira notícia

    Um consórcio formado pela empresa petrolífera brasileira Petrobrás e pela sua congénere portuguesa Galp Energia descobriu petróleo em novos reservatórios localizados em águas ultraprofundas da Bacia de Santos.

    Segundo nota da Galp, a descoberta já foi comprovada "através da análise de amostras de petróleo por teste de formação em reservatórios situados a cerca de 6.000 metros de profundidade".
     
    E, agora...
     
    Na mesma semana em que começa a extrair petróleo de um dos maiores poços do Mundo, o Tupi, ao largo do Rio de Janeiro, a Galp Energia assinou oito novos contratos de prospecção com o Governo brasileiro.

    Esta é a primeira fase da exploração de petróleo pelo que não há sequer garantia de que existe qualquer hidro-carboneto no sub-solo, mas Ferreira de Oliveira, presidente da Galp Energia que se deslocou ao Brasil para assistir à saída do chamado "primeiro óleo" do Tupi, está optimista.

     

    Presidente do Brasil, Lula da Silva, com amostras do primeiro óleo extraído da camada pré-sal
    (Foto: Agência Brasil)

    Dos oito poços, cinco situam-se em Potigüar, uma área onde já foi encontrado petróleo, algum do qual pela mão da Galp; e três estão na bacia do Amazonas, onde se espera encontrar sobretudo gás natural, disse, numa conferência de imprensa no Rio de Janeiro, a que assistiu Américo Amorim, accionista de referência da Galp, mas que lá esteve a convite do Governo brasileiro.

    De todos os países onde a Galp está presente, o Brasil é o mais importante, sobretudo devido a três poços "off shore" situados na baía de Santos, ao largo do Rio de Janeiro: o Tupi, o Iara e o Júpiter. "Na baia de Santos, nos últimos cinco anos, foram feitas oito grandes descobertas de petróleo e a Galp está em cinco", afirmou Ferreira de Oliveira. Nos restantes dois, o Bem-te-vi e o Caramba, ainda não foi divulgado quanto petróleo se encontra debaixo do mar.

    Somando à do Brasil as operações em Angola e países como Moçambique ou Timor Leste, a Galp já acumulou reservas provadas de 2,1 mil milhões de barris de petróleo e óleo, revelou Ferreira de Oliveira. "Se fosse possível pô-los em produção, em simultâneo, seríamos capazes de abastecer Portugal durante 21 anos", disse. Além disso, a Galp admite ter outro tanto, em concessões participadas, mas ainda não perfurou esses poços para confirmar a expectativa.

    Para já, e com certeza, Ferreira de Oliveira pode dizer que dentro de pouco mais de uma década a Galp será capaz de satisfazer toda a procura de petróleo portuguesa. "Daqui a 10 ou 15 anos, podemos atingir a auto-suficiência", afirmou. Mais a curto prazo, a Galp prepara-se para um outro objectivo: atingir os 100 barris de petróleo retirados do Tupi, ou um terço das necessidades de abastecimento portuguesas.

    O contrato de exploração do Tupi, já assinado, será honrado pelo Governo brasileiro, que está a mudar a lei da regulação para futuros acordos. É a reacção do país à descoberta de enormes quantidades de petróleo que Ferreira de Oliveira considerou expectável.

    Fonte: Jornal de Notícias

    Petróleo

    Petróleo, Meio-ambiente e a Economia do Desastre

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    May 03

    Parabéns, Mãe

     

    Para todas as mães corajosas!

    May 01

    Zeca Afonso - Os "Vampiros"

     
    O último concerto de Zeca Afonso em 29 de Janeiro de 1983, no Coliseu "Os Vampiros"
     
     

    Cientistas anunciam avanço na criação de um 'manto de invisilibade'

    Não, não estou a referir-me ao Harry Potter, é mesmo verdade:

    Cientistas americanos conseguiram criar uma nova versão de uma espécie de "capa de invisibilidade", que torna objectos tridimensionais invisíveis sob luz infravermelha.

    Os minúsculos furos em toda a capa
    curvam a luz em volta do volume escondido
     
     

    O manto criado pela equipa, no formato de um lenço com vários buracos, foi capaz de cobrir um objecto dando a impressão visual de que não estaria cobrindo objecto algum.

    Segundo os cientistas, o "manto de invisibilidade" cancela a distorção produzida pelo volume do objecto que é escondido debaixo dele ao "curvar" a luz em volta deste volume, como água em volta de uma pedra, e, com isso, cria a ilusão de uma superfície lisa.

    Os cientistas afirmam que conseguiram um avanço importante em relação a estudos anteriores pelo facto de não terem usado metais no manto.

    Em 2006, uma equipa de cientistas britânicos e americanos testou uma versão anterior de um "manto de invisibilidade" em laboratório. O "manto" - na verdade um equipamento circular, feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre - fez com que as ondas emitidas pelo radar se desviassem do objecto e se reencontrassem do outro lado, como se tivessem passado por um espaço vazio.

    Silício

    Os cientistas, desta vez, também usaram um dieléctrico - um material isolante - que absorve menos luz.

    Neste projecto trabalharam Michal Lipson e sua equipa da Universidade Cornell, e o professor de engenharia mecânica da Universidade de Berkeley, Xiang Zhang e uma das equipas descreveu o processo na revista especializada Nature Materials.

    "Basicamente, estamos transformando uma linha recta de luz numa linha curva em volta da capa, então você não percebe qualquer mudança no seu caminho", explicou Zhang.

    "Metais introduzem perda (de luz), ou reduzem a intensidade da luz", acrescentou o professor. Esta perda de luz pode levar a manchas escuras quando se coloca a capa sobre um objecto.

    De acordo com Zhang, o uso do silício nesta capa, um material que absorve pouca luz, foi uma "grande evolução".

    Segundo o professor Zhang a capa "muda a densidade local" do objecto que a cobre.

    "Quando a luz passa do ar para a água, ela curva-se, devido à densidade óptica, ou índice de refracção", disse o professor à BBC.

    "Então, ao manipularmos a densidade óptica de um objecto, podemos mudar o caminho da luz de uma linha recta para qualquer outro caminho que escolhermos."

    O novo material consegue este feito devido aos minúsculos furos, perfurados estrategicamente numa folha de silício.

    'Perfil'

    A equipe de Zhang conseguiu "decidir qual o perfil" do objecto escondido, alterando a densidade óptica com os furos.

    "N' algumas áreas vamos perfurar muitos furos e, em outras, eles serão mais escassos. Onde há mais furos, há mais ar do que silício, então a densidade óptica do objecto é reduzida", afirmou Zhang.

    "Cada furo é muito menor do que o comprimento de onda da luz. Então a luz óptica não 'vê' um furo - apenas vê uma espécie de mistura de ar com silício. Então, no que diz respeito à luz, nós conseguimos ajustar a densidade do objecto."

    O professor destacou que o "manto de invisibilidade" que ele e a sua equipa criaram é muito pequeno, apenas alguns milésimos de milímetro de lado a lado. Mas existem usos até para uma "capa de invisibilidade" deste tamanho.

    Este dispositivo pode ser usado, por exemplo, na indústria electrónica, para esconder falhas em cópias complexas ou em "máscaras", espécie de plantas que determinam como o processador deve ser.

    "Isto pode significar uma economia de milhões de dólares para a indústria. Poderia permitir que eles corrigissem falhas ao invés de produzir novas máscaras", afirmou Zhang.

    Enfim, nós ficamos à espera de um "manto de invisibilidade" tipo Harry Potter..

    Fonte: BBC News

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    April 26

    Mulher que recuperou visão rezando uma novena ao ainda Beato Nuno de Santa Maria,, carrega hoje, no Vaticano, relíquias do Santo

    Guilhermina de Jesus, comovida, sobe neste domingo, a agradecer o milagre da vista recuperada, ao altar que canonizará D. Nuno Álvares Pereira, no Vaticano

    A imagem do Beato Nuno surge numa fotografia de conjunto na Praça de S. Pedro. Não se imagina ali a grandeza do Homem que devolveu Portugal aos portugueses em 1385. E no meio dos outros quatro italianos, é também canonizado hoje. Passará a ser conhecido/reconhecido por toda a igreja, como S. Nuno de Santa Maria. Guilhermina estará lá. Estará lá, no altar, a carregar uma das relíquias do beato que foi militar, que foi rico e se quis pobre, que foi Condestável e desejou não o ser mais. É graças à confirmação de que Guilhermina cegara com salpicos de óleo a ferver e voltara a ver a luz invocando Nuno de Santa Maria que esta canonização avançou, depois de ter sido analisada no Vaticano por 5 médicos e vários outros religiosos. 

    Guilhermina há-de levar, hoje, uma relíquia daquele que, quando viveu, foi "o homem mais rico de Portugal". Ao lado dela, o presidente da Fundação da Batalha de Aljubarrota. 

    "Por amor de Deus fez-se pobre, inteiramente pobre"

    Despojou-se, viveu e morreu no Convento do Carmo, que ele mesmo mandara construir.

    Do que o rei lhe mandava para sustento, "distribuía tudo o que podia pelos pobres, socorrendo e assistindo na agonia os moribundos". "Só por ordem do rei é que deixou de andar pelas ruas a pedir esmola para os pobres".

    A cerimónia - que deverá ser presenciada por várias centenas de portugueses, alguns em representações oficiais -  o chefe da Casa Militar do Presidente da República, o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, o patriarca de Lisboa, o presidente da Conferência Episcopal, o superior maior da Ordem do Carmo e o duque de Bragança - cuja dinastia descende de Nuno Álvares Pereira - serão algumas das testemunhas da canonização.

     

    April 14

    Pedra Filosofal

     
     

    A Pedra Filosofal (ou Medicina Universal) era o principal objectivo dos alquimistas. Segundo a lenda, era um objecto que poderia aproximar o homem de Deus. Com ela o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também obter o Elixir da Longa Vida que permitiria prolongar a vida indefinidamente. O trabalho relacionado com a pedra filosofal era chamado pelos alquimistas de "A Grande Obra" (ou "Opus Magna", em latim). A lenda da pedra filosofal não existe na alquimia chinesa.

    A pedra filosofal poderia não só efectuar a transmutação, mas também elaborar o Elixir da Longa Vida, uma panacéia universal, que prolongaria a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina. Vários alquimistas são considerados precursores da moderna medicina, e dentre eles destaca-se Paracelso.

    A busca por esta pedra filosofal é, em certo sentido, semelhante à busca pelo Santo Graal das lendas arturianasNo seu romance Parsifal, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos céus por seres celestiais e teria poderes inimagináveis.

    Ao longo da história a criação da pedra filosofal foi atribuída a várias personalidades, como Paracelsus e Fulcanelli, porém é inegável que a lenda mais famosa refere-se a Nicolas Flamel, um alquimista real que viveu no século XIV. Segundo o mito, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, porém, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguia entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu numa estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal. Por meio deste livro, conseguiu fabricar a pedra: segundo a lenda, esta seria a razão da riqueza de Flamel, que inclusivè fez várias obras de caridade, adornando-as com símbolos alquímicos. Ao falecer, a casa de Flamel foi saqueada por caçadores de tesouros ávidos por encontrar a pedra filosofal. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e a esposa, não morreram, e que nas suas tumbas foram encontradas apenas roupas no lugar dos seus corpos.

    Bezoar

    Museu da Farmácia

    "

    Eles não sabem que o sonho
    é uma constante da vida
    tão concreta e definida
    como outra coisa qualquer,
    como esta pedra cinzenta
    em que me sento e descanso,
    como este ribeiro manso,
    em serenos sobressaltos
    como estes pinheiros altos


    que em verde e ouro se agitam
    como estas aves que gritam
    em bebedeiras de azul.

    Eles não sabem que o sonho
    é vinho, é espuma. é fermento,
    bichinho alacre e sedento.
    de focinho pontiagudo,
    que fossa através de tudo
    num perpétuo movimento.

    Eles não sabem que o sonho
    é tela, é cor, é pincel,
    base, fuste, capitel.
    arco em ogiva, vitral,
    pináculo de catedral,
    contraponto, sinfonia,
    máscara grega, magia,
    que é retorta de alquimista,
    mapa do mundo distante,
    rosa dos ventos, Infante,
    caravela quinhentista,
    que é Cabo da Boa Esperança,
    ouro, canela, marfim,
    florete de espadachim,
    bastidor, passo de dança.,
    Colombina e Arlequim,
    passarola voadora,
    para-raios, locomotiva,
    barco de proa festiva,
    alto-forno, geradora,
    cisão do átomo, radar,
    ultra som televisão
    desembarque em foguetão
    na superfície lunar.

    Eles não sabem, nem sonham,
    que o sonho comanda a vida.
    Que sempre que um homem sonha
    o mundo pula e avança
    como bola colorida
    entre a mãos de uma criança.


    "

    (António Gedeão)

    Nick Vujicic

     
     

    O Misterioso Conde de Saint-Germain (parte 4)

     
    Thiébault acreditava que Cagliostro havia sido seu discípulo e iniciado pelo próprio Saint-Germain. Cagliostro permaneceu sempre fiel ao seu mestre, mesmo sendo atacado amiúde por homens e mulheres astutos e maliciosos. Mas, diz Thiébault:"Na história do Monsieur de Saint-Germain temos a história de um homem sábio e prudente que jamais atentou voluntariamente contra o código de honra, ou fez algo que pudesse ofender o nosso senso de probidade. Temos maravilhas sem fim, mas nunca algo mesquinho ou escandaloso".Em torno de 1770 Saint-Germain viajou para Veneza, onde instalou uma fábrica que empregava centenas de operários trabalhando no tingimento e processamento do linho para que tomasse a aparência de seda italiana. Ele acompanhou a Túnis o Conde von Lamberg, Camareiro do Imperador José II. No mesmo ano o Conde Alexis Orloff acolheu-o calorosamente em Leghorn, onde ele apareceu de uniforme russo e usou o nome de Conde Saltikoff. Nesta época ele também foi visto em Paris por ocasião da desgraça de Choiseul. Heer van Sypesteyn escreveu:"Todas as suas habilidades, especialmente a sua extraordinária bondade, sim, mesmo magnanimidade, que formavam as suas características essenciais, o tornaram tão respeitado e amado que quando, em 1770, depois da queda do Duque de Choiseul, seu arqui-inimigo, ele apareceu em Paris novamente, foi só com grandes expressões de tristeza que os parisienses deixaram que ele partisse".Por ocasião da morte de Luís XV em 1774 - que havia pronunciado as ominosas palavras "depois de mim, o dilúvio" - Saint-Germain foi para Haia pela última vez e logo seguiu para Schwalbach. Foi visto por Björnstahl em Hanau, com o Lorde Cavendish. Nos dois anos seguintes visitou Triesdorf, Leipzig e Dresden. Em 1779 foi para Hamburgo. Lá foi hóspede ilustre do Príncipe Karl von Hesse, e juntos eles empreenderam alguns experimentos secretos, todos dedicados ao bem da humanidade.A última fase da carreira pública do Conde é relatada com mais detalhes nos 'Souvenirs de Marie-Antoinette', da Condessa d'Adhémar. O livro é apócrifo, e inclui cenas que ela não poderia ter testemunhado pessoalmente, mas documentos a respeito de Saint-Germain foram cuidadosamente preservados pelos descendentes da Condessa e parece provável que a maior parte dos casos relatados no livro sejam baseados nas suas recordações. A Condessa diz que Saint-Germain visitou-a várias vezes e persuadiu-a a usar a sua influência sobre a nova Rainha, Maria Antonieta. Em várias ocasiões Saint-Germain detalhou o destino da monarquia francesa: uma conspiração estava em andamento - embora não houvesse um líder único - para subverter toda a ordem social. Uma vez que ela havia surgido por causa das necessidades legítimas das massas, não poderia ser ignorada, mas a menos que Luís XVI tomasse a iniciativa da reforma, outros, especialmente os Enciclopedistas ávidos de poder, usariam o nome do povo em proveito dos seus fins complexos, confusos e ignóbeis. Além de certo ponto nada mais poderia ser feito, de modo que o Rei devia agir rapidamente. Infelizmente, Maurepas, de quem o Rei dependia, era ao mesmo tempo um tolo e um inimigo de Saint-Germain. O Rei devia ter a coragem de livrar-se dele.A triste história da Condessa d'Adhemar é bem conhecida: os esforços do Conde suscitaram a atenção de Luís e de Maria Antonieta, que admitiram mesmo que o Conde enviara a ela cartas anónimas que haviam advertido e protegido numerosas vezes. Mas os seus conselhos não conseguiram livrar o Rei da intolerável influência de Maurepas. Saint-Germain previu o resultado final - revolução e república, um império temporário e uma legião de governos controlados por homens ambiciosos e indignos. Diz-se que ele apareceu na decapitação de Maria Antonieta, e novamente em 1804, 1813 e 1820. Excepto por estas breves aparições, ele escreveu à Condessa pela última vez em 1789: "Tudo está perdido, Condessa! Este é o último sol que brilhará sobre a monarquia; amanhã ela já não existirá, o caos prevalecerá, a anarquia sem paralelo... agora é tarde demais".Em 1784 o Conde retirou-se para o castelo do Príncipe Karl e, de acordo com o registro paroquial de Eckernförde, morreu depois de uma doença a 27 de Fevereiro. Ninguém viu o corpo, e Saint-Germain esteve presente na Grande Convenção Maçónica de Paris em 1785. Com ele estavam Saint-Martin, Mesmer e Cagliostro. Estes quatro também estiveram presentes na Convenção de Wilhelmsbad em 1782. Tendo-se encerrado a vida pública de Saint-Germain, ele continuou a visitar por muitos anos alguns poucos que estavam profundamente envolvidos na obra Maçónica. Franz Gräffer relatou que Saint-Germain lhe disse: "No fim deste século devo desaparecer da Europa, e recolher-me à região dos Himalaias. Eu preciso descansar, eu devo descansar. Dentro de exactamente oitenta e cinco anos as pessoas me verão novamente. Ele consultou o Conde Chalons em 1788 e aconselhou o Barão von Steuben para juntar-se a Lafayette na América. Finalmente, o Mahatma K.H. declarou que foi "na casa do seu fiel amigo e patrono, o benevolente Príncipe alemão, em cuja presença ele fez a sua última partida - para O LAR".Além de ser chamado de Templário por Cadet de Gassicourt, Deschamps asseverou que Saint-Germain havia pessoalmente iniciado Cagliostro na Ordem. Gräffer relatou que em 1776 Saint-Germain explicou os princípios do magnetismo a Mesmer, que já havia começado ele mesmo a descobrí-los. Depois da sua conversa, Mesmer desistiu do uso dos magnetos e dedicou-se inteiramente ao magnetismo animal. Mais de um escritor da época suspeitou de que a mão directriz de Saint-Germain estava em um número de sociedades Maçónicas e espirituais secretas, cujos líderes eram desconhecidos. Além dos Fratres Lucis e dos Cavaleiros do Templo, o seu nome foi associado com os Irmãos da Ásia, com a Ordem da Observância Estricta, que ajudaram a fundar, e com grupos Rosacruzes.
    Embora Saint-Germain supostamente tenha escrito diversas obras, apenas um breve tratado sobrevive.
    É o famoso "A Santíssima Trinosofia", ocasionalmente atribuído a Cagliostro porque a cópia sobrevivente foi encontrada entre os seus pertences pessoais quando este foi preso em Roma pala Inquisição.
    A tradição afirma que Cagliostro o recebeu quando foi iniciado nos Templários por Saint-Germain. A conclusão contém diversas páginas de misteriosas figuras hieroglíficas e desenhos. As doze secções anteriores são um texto alegórico sobre a iniciação, escrito por um prisioneiro da Inquisição para o seu amigo Filócato, na véspera da sua entrada no "santuário das ciências sublimes", que está aberto a todos e que podem ver e voar em direcção ao Trono do Eterno."Duas pedras bloqueadoras igualmente perigosas constantemente se apresentarão a ti. Uma delas é o ultraje dos sagrados direitos de cada indivíduo. É o mau uso do poder que Deus terá confiado a ti; a outra, que trará a ruína sobre ti, é a indiscrição... Ambas nascem da mesma mãe, ambas devem a sua existência ao orgulho. A fragilidade humana alimenta-as; elas são cegas - a sua mãe as conduz".Ordenam ao protagonista seguir à noite para um altar de ferro num monte perto do Vesúvio e proferir uma invocação. Ao fazê-lo, ele é envolvido em fina fumaça, e a cena dissolve-se, e ele é levado para uma alegoria na qual penetra o segredo dos quatro elementos e o mistério do espírito. Aceitando que o relato tem uma precisão simbólica, o texto assume a feição de um relato detalhado do triunfo da natureza eterna sobre as aparências internas e externas, através da obediência, coragem, constância, consciência e desejo de aprender no Palácio da Sabedoria. Depois de muitas provas terem sido ultrapassadas, o protagonista conclui:"Percebo com espanto que entrei novamente na Sala dos Tronos (a primeira em que me encontrei ao entrar no Palácio da Sabedoria). O altar triangular ainda estava no centro da sala, mas a ave, o altar e a tocha estavam unidos e formavam um único corpo. Perto deles havia um sol dourado. A espada que eu trouxera da sala do fogo estava a poucos passos distante, no assento de um dos tronos: eu tomei a espada e golpeei o sol, reduzindo-o a pó. Então toquei nele e cada molécula sua se tornou um sol dourado como aquele que eu despedaçara. Naquele instante uma voz alta e melodiosa exclamou 'A obra está perfeita!'. Ouvindo isso, os filhos da luz acorreram a mim, as portas da imortalidade abriram-se-me, e a nuvem que vela os olhos dos mortais dissipou-se. Eu VI e os espíritos que presidem sobre os elementos reconheceram-me como seu mestre".A vida de Saint-Germain demonstrou a alegoria espiritual da qual ele escreveu. Ela foi majestosa e maravilhosa demais para qualquer mente compreender, excepto as mais imaginativas e intuitivas. Marie-Raymonde Delarme, no seu recente livro 'Le comte de Saint-Germain', conclui que "Na história do século XVIII o Conde de Saint-Germain deixou a imagem de um espírito universal, dotado de rara intuição, capaz de levar à perfeição - na sua própria odisséia espiritual - as múltiplas possibilidades das quais o tempo anunciou a promessa". Helena Blavatsky resumiu o seu carácter e obra com objectividade: "O Conde de Saint-Germain foi com certeza o maior Adepto Oriental que a Europa viu ao longo dos últimos séculos".

     

    Autor: Elton Hall
    Fonte:
    LOJA TEOSÓFICA VIRTUAL

    (Viu? Onde está ele agora? Não o conseguimos identificar? Quem sabe não passou perto de nós?)

    O Misterioso Conde de Saint-Germain (parte 3)

     Quando uma vez mostrou o retrato da sua mãe à Condessa de Genlis em 1723, ela notou o traje desconhecido usado na pintura. "A que período pertence esta roupa?", perguntou ela, mas não recebeu resposta.'O Homem-Prodígio', o 'homem milagroso', fascinou toda a Europa cortesã. De todos os cantos vinham relatos de alguma visão estranha, alguma experiência peculiar, de uma história maravilhosa ou alguma actividade misteriosa. A maior parte deles é fragmentária e inclui histórias inventadas, pois se tornara sinal de distinção e prestígio ter algum encontro com Saint-Germain. Ele não tentava encorajar ou suprimir nenhuma história particular, pois elas ocultavam mais completamente o seu trabalho verdadeiro dos olhos curiosos e bisbilhoteiros. Ao passo que um número de pessoas notáveis de menor escalão tenha registrado incidentes na sua vida, aqueles que mantinham posições críticas no poder e influência e que freqüentemente o tinham como confidente não escreveram histórias detalhadas dos eventos em andamento.Em 1723 Saint-Germain estava na França e tinha relações estreitas com Madame de Pompadour, a quem ela havia dado uma caixa de ágata que, quando levada para perto de um fogo, revelava uma pintura de uma pastora com o seu rebanho. Um grupo de nobres austríacos e húngaros eram amigos seus, incluindo o Príncipe Kaunitz e o Príncipe Ferdinand von Lobkovitz. De 1737 a 1742 Saint-Germain viveu na corte do Xá da Pérsia, onde mergulhou nos estudos alquímicos. Foi lá, disse ele, que começou a entender os segredos da natureza. Voltou a Versalhes e passava muitas horas com Luís XV. De acordo com Horace Walpole, Saint-Germain, que "canta e toca violino maravilhosamente", foi à Inglaterra e foi implicado na Revolução Jacobina em 1745. Um inimigo introduziu uma carta, alegadamente escrita pelo Pretendente, no bolso de Saint-Germain e então prenderam-no. Ele imediatamente explicou-se, foi inocentado, e jantou na mesma noite com William Stanhope, Conde de Harrrington e Secretário do Tesouro. No mesmo ano foi a Viena, onde foi calorosamente recebido por Lobkovitz, primeiro ministro do Imperador Francisco I. Durante este período ele também visitou Frederico o Grande em Sans-Souci, e lá teve várias conversas com Voltaire. Embora um céptico empedernido, Voltaire sentiu-se movido a escrever que "o conde de Saint-Germain é um homem que jamais nasceu, e jamais morrerá, e que sabe tudo".Saint-Germain viajou à Índia com o General Clive. Mais tarde escreveu: "Devo os meus conhecimentos de fabrico de jóias à minha segunda viagem à Índia, no ano de 1755". A partir do seu próprio relato, ele esteve também na África e na China, mas não precisou em que datas. Quando voltou à França em 1757, causou profundo impacto no Marechal, o Conde de Belle-Isle, que haveria de se tornar Secretário de Estado com o Duque de Choiseul no reinado de Luís XVI. Nesta altura o Rei deu a Saint-Germain um apartamento no castelo real de Chambord, e formou-se um grupo de estudantes ao seu redor. Entre eles estava o Barão von Gleichen, o Marquês d'Urfré e a Princesa de Anhalt-Zerbst, mãe de Catarina II da Rússia. Algumas lendas fantásticas sobre o Conde espalharam-se em toda a Paris porque um inglês de nome Lorde Gower se divertia imitando Saint-Germain e fazendo com que a sua imitação falasse e fizesse coisas tolas. Saint-Germain tinha de suportar a fofoca que surgia nos salões da época e fê-lo sem queixas - "os cães ladram e a caravana passa". Luís XV enviou Saint-Germain em missão secreta e extraordinária a Haia, para descobrir se os ingleses aceitariam uma paz que era aceitável para a França. Saint-Germain chegou com cartas de Belle-Isle e rapidamente descobriu que o Duque de Choiseul estava a trabalhar contra a paz, e que o Conde d'Affry, embaixador francês oficial, era seu aliado. O Conde avisou Madame de Pompadour, explorou os sentimentos de vários diplomatas e convenceu Jorge III de que ele estava a agir em nome do Rei da França. Choiseul soube que Saint-Germain descobrira as suas tramas e ordenou que o prendessem. Saint-Germain insistiu que não tinha nada a temer de Choiseul, não obstante, escapou rapidamente pela Frísia Oriental em direcção à Inglaterra, onde foi recebido na corte. Quando o Conde de la Watú descobriu a partida súbita, escreveu para Saint-Germain:"Se um raio me atingisse eu não teria ficado mais confuso do que quando descobri que houvestes partido de Haia... Sei bem, Monsieur, que sois o maior senhor em toda a Terra; só lamento que pessoas vis ousem dar-vos aborrecimentos, e diz-se que ouro e intrigas estão sendo empregados em oposição aos vossos esforços pela paz... Se decidis que posso ser de valia para vós, contai com minha fidelidade; não tenho senão o meu braço e o meu sangue, mas ponho tudo isso a vosso serviço".Quando os seus esforços pela paz pareceram falhar, ele voltou a Paris em Maio de 1761. Quando o Marquês d'Urfé informou Choiseul da presença do Conde, ele respondeu: "Não me surpreende, pois ele passou a noite nos meus aposentos". Desta discussão surgiu o Pacto de Família, que por fim foi sucedido pelo Tratado de Paris, que deu fim às guerras coloniais.
    A seguir Saint-Germain é encontrado em São Petersburgo. O Conde Gregor Orloff escreveu ao Margrave de Brandenburg-Anspach que o Conde "teve grande papel na sua revolução" e ajudou a estabelecer Catarina II no trono. Por volta de 1763, contudo, Saint-Germain estava em Bruxelas. O Conde Karl Cobenzl escreveu para o Primeiro Ministro, Príncipe Kaunitz, que ele havia visitado o Conde."Possuindo grande fortuna, ele vive na maior simplicidade; ele sabe tudo, e demonstra uma rectidão, e uma bondade de alma, dignas de admiração". Cobenzl descreveu uma transmutação do ferro, vários processos de tintura "e o mais perfeito curtume", a eliminação do cheiro dos óleos de pintura e a produção de cores brilhantes. Ele então delineou um plano de manufactura sem custos destes ítens, pelos quais o Conde recusou recompensa excepto uma fracção dos lucros. Nesta época Casanova encontrou Saint-Germain em Tournay e foi informado da fábrica de Cobenzl. Em algum momento entre 1763 e 1769 Saint-Germain passou um período de um ano em Berlim. Dieudonné Thiébault lembrou nas suas memórias que Saint-Germain "era claramente de berço nobre, e transitava na boa sociedade". Quando Madame de Troussel e o Abade Perteny, "que não tardou em reconhecer nele as características que constituem um adepto", mencionou a Pedra Filosofal, Saint-Germain ridicularizou os esforços ilógicos da maioria dos alquimistas. "Eles não usam agente nenhum excepto o fogo", disse o Conde, conforme relatos, "esquecendo que o fogo divide e decompõe, e que conseqüentemente é mera tolice depender dele para a criação de um composto novo".

    O Misterioso Conde de Saint-Germain (parte 2)

     
    As suas origens são igualmente desconhecidas.
    Dizia-se variadamente que ele era um descendente de Carlos II de Espanha, um judeu da Alsácia, o filho de um rei de Portugal, ou o Príncipe Rakócxy da Transilvânia. o Príncipe Karl von Hesse-Cassel, um amigo do Conde, acreditava, mas não afirmando certezas, que a última identidade era a correcta. Saint-Germain ocasionalmente usava o título de Conde Tzarogy, e o Príncipe Karl havia ouvido que quando o irmão e a irmã do Conde receberam do Imperador Carlos VII os títulos e nomes de Saint Karl e Saint Elisabeth, ele mesmo adoptou o nome de Sanctus Germano, "o irmão santo". Mas Saint-Germain comprou do Papa o condado de San Germano e o seu título. Uma vez ele mesmo disse que havia vivido por um tempo na Caldéia, mas não está claro se ele estava a referir-se a uma vida anterior. Uma especulação recente de Jacques Sadoul sugere uma conexão entre o Signor Geraldi, Lascaris e Saint-Germain. Descrições existentes sobre a sua aparência e maneiras são muito similares e todos os três eram alquimistas, lingüistas e conversadores notáveis. Geraldi estava em Viena em 1687; desapareceu em 1691. Lascaris apareceu em torno de 1693, realizou muitas transmutações documentadas e desapareceu entre 1730 e 1740, logo antes de Saint-Germain chegar à Inglaterra. O astrólogo Etteila arriscou declarar em 1786 que Saint-Germain e Irineu Filaletes eram a mesma pessoa, acrescentando: "Monsieur de Saint-Germain une na sua própria pessoa um conhecimento perfeito das três ciências clássicas".Todos os que o encontravam ficavam profundamente impressionados com a sua natureza gentil e refinada, a sua graça, amabilidade e compaixão, e com o seu discurso brilhante e envolvente. As suas histórias sobre tempos antigos, como por exemplo Francisco I de França, eram tão animadas e detalhadas que muitos vieram a acreditar que ele tinha centenas de anos de idade. Ao mesmo tempo que realmente sugeria ser muito velho e que tinha conhecimento pessoal dos eventos antigos, ele não pretendia que tudo o que lembrava tivesse ocorrido quando estava no corpo que possuía como 'Saint-Germain'.  

    O Misterioso Conde de Saint-Germain

     
     

    Saint Germain

    A Europa do século XVIII testemunhou o aparecimento de uma constelação de notáveis homens espirituais que trabalharam para aliviar o sofrimento humano, apontaram para uma comunidade humana regenerada e tiveram um papel central na transição da noção régia "L´Etat, c'est moi", para a concepção contemporânea de nação. O Conde de Saint-Germain foi o mais misterioso e enigmático dentre aqueles personagens. Embora ele mantivesse relações familiares com a maior parte das cabeças coroadas da Europa, pouco era conhecido da sua própria vida. Nenhuma data ou lugar podem ser indicados como sendo os do seu nascimento, e a sua morte registrada é quase certamente uma falsificação. Mesmo sendo brilhante e talentoso, a sua origem e educação são desconhecidas. Viajando incessantemente pelas capitais importantes da época, as suas actividades em grande parte eram ocultas. H.P.Blavatsky sugere uma relação estreita entre Mesmer, Saint-Martin, Cagliostro e Saint-Germain, e afirma que Saint-Germain "supervisionava o desenrolar dos acontecimentos" na carreira de Mesmer e indicara Cagliostro para assistí-lo. O vasto período de tempo em que Saint-Germain trabalhou e o nível em que o fez sugerem que a sua visão e esforços não eram limitados por nenhum lugar ou período únicos.
    Saint-Germain apareceu primeiro em Veneza, no início do século XVIII, aparentando ter quarenta e cinco anos de idade, extremamente bem-apessoado, com olhos intensos e maneiras atraentes. Em torno de 1760 a Condessa von Georgy encontrou-o na corte de Luís XV. Atónita por ver o Conde completamente igual ao que era cinqüenta anos antes, perguntou-lhe se era realmente ele. O Conde não apenas confirmou a sua suspeita, mas relatou diversos incidentes que só os dois conheciam.
    Em 1710 Rameau elogiou as claras e emocionantes improvisações de Saint-Germain ao pianoforte. O Príncipe Ferdinand von Lobkovitz recebeu uma de suas composições, e outra, com a assinatura do Conde, acabou por chegar às mãos de Tchaikovsky. Duas outras, datadas de 1745 e 1760, estão preservadas no Museu Britânico. Saint-Germain tocava violino igualmente bem, sendo comparado favoravelmente com Paganini por aqueles que haviam ouvido ambos tocar.O conhecimento de línguas de Saint-Germain era fenomenal. Ele falava francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e português fluentemente e sem sotaque. Os eruditos ficavam surpreendidos pela sua facilidade no grego e no latim, assim como no sânscrito, chinês e árabe, que ainda não eram bem ensinados nos liceus franceses. Ele era ambidestro e podia escrever com ambas as mãos ao mesmo tempo. Franz Gräffer testemunhou Saint-Germain escrever rapidamente a mesma carta com as duas mãos em duas folhas de papel. Quando sobrepostas uma à outra e vistas contra uma janela, as folhas translúcidas revelaram escritas idênticas, "como se fossem cópias de uma mesma matriz". Ele também era um esplêndido pintor e crítico de arte. As suas obras eram notadas pelo brilho realístico que dava às pedras preciosas que pintava na tela. Embora se suspeitasse que ele misturava madrepérola nos seus pigmentos, ele jamais revelou o segredo e as suas cores nunca foram reproduzidas.O seu conhecimento de alquimia e química é bem atestado. Ele admitia que podia fazer pérolas artificialmente e uma vez removeu uma jaça de um grande diamante possuído por Luís XV. Casanova testemunhou uma moeda de prata de sessenta cêntimos ser transformada em uma peça de ouro puro em cerca de dois minutos. Quando Casanova lançou dúvidas sobre o que havia visto, Saint-Germain respondeu simplesmente: "As pessoas que questionam a minha Arte não merecem a minha atenção", e Casanova jamais o viu novamente. Dois meses mais tarde Casanova deu a moeda ao Marechal-de-campo Keith em Berlim. Além desta capacidade de aperfeiçoar os metais, a própria idade imutável e hábitos alimentares únicos de Saint-Germain - ninguém jamais o viu comer - sugerem que ele possuía o elixir da longa vida. Uma vez que outros alegaram ter recebido benefícios directos de seus derivados, incluindo vigor recuperado e saúde restaurada, memória aumentada e vida prolongada, parece que Saint-Germain possuía o conhecimento do Azoth, que nas suas três formas constitui a Pedra Filosofal, o poder de projecção e o elixir da longa vida.Mesmo sem haver evidência de ter alguma vez recebido receitas ou lucros dos seus investimentos, Saint-Germain era rico. As suas jóias pessoais eram fabulosas, incluindo um par de fivelas de sapato que valiam duzentos mil francos. Os convites para os seus jantares sumptuosos, nos quais ele não comia nada, eram enviados em cartões engastados de pedras preciosas. Ele tinha crédito em todos os bancos e jamais estava em débito. A fonte da sua riqueza, contudo, permanece desconhecida.